Justiça

Ex-gerente do pronto-socorro de Birigui é presa

Tia da esposa de Cleudson, Luciana Araújo Lima chegou a ser presa na Operação Raio-X e estava em liberdade provisória

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
30/10/21 às 16h57
Luciana chegou a ser presa durante a Operação Raio-X e estava em liberdade provisória (Foto: Lázaro Jr./Arquivo)

A ex-gerente do pronto-socorro de Birigui (SP), Luciana Araújo Lima, 44 anos, foi presa pela Polícia Civil na última quinta-feira (28). Ela é ré em ação que tramita na Justiça de Penápolis por organização criminosa, acusada de participação do suposto esquema de desvio de dinheiro público da área da Saúde por meio de contratos com OSSs (Organizações Sociais de Saúde).

Contratada da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Birigui, Luciana é tia de Daniela Araújo Garcia, esposa do médico anestesista Cleudson Garcia Montali. Daniela também é ré em processos na Justiça e Cleudson já foi condenado por ser o líder do esquema investigado pela polícia, referente ao contrato com o pronto-socorro de Penápolis.

Participação

Luciana é acusada de integrar o núcleo administrativo da suposta organização criminosa. Ela é esposa de outro réu, Raphael Valle Coca Moralis, filho de Osvaldo Coca Moralis. Segundo a denúncia, os dois integrariam o núcleo empresarial da organização, por terem empresas que aparecem em todos os contratos de gestão das Irmandades das Santas Casas de Birigui e de Pacaembu, comandadas Cleudson.

Luciana chegou a ser presa durante a Operação Raio-X, deflagrada em 29 de setembro de 2020 pela Polícia Civil de Araçatuba. Porém, ao acatar a denúncia, a Justiça entendeu que não havia risco de ela voltar a cometer os crimes em investigação. Além disso, considerou que o grau de participação dela, conforme consta na denúncia, não demandaria a decretação da prisão preventiva.

Na ocasião foi concedida a liberdade provisória, mas a Justiça a proibiu de manter contato com pessoas investigadas no processo; de ausentar-se do domicílio por mais de sete dias sem comunicar a Justiça previamente; e de exercer a função pública e contratar com o poder público.

Revogou

O Ministério Público recorreu da decisão e o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) revogou a liberdade provisória. O mandado de prisão preventiva foi expedido na quinta-feira e cumprido no início da noite do mesmo dia, no apartamento onde Luciana reside, no bairro Parque das Árvores.

Ela estava acompanhada da filha, de 13 anos, que ficou sob a responsabilidade de uma amiga. Após ser apresentada no plantão policial, Luciana seria encaminhada ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Tupi Paulista.

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