Justiça

Homem que tentou enganar policiais com nome falso é condenado a 10 anos de prisão por tráfico

Ele, que é integrante da facção criminosa PCC, segundo a polícia, também pegou 1 ano e 6 meses de detenção por falsa identidade e por desacato

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
09/12/21 às 18h12

A Justiça de Araçatuba (SP) condenou a 10 anos e meio de prisão por tráfico de drogas, o auxiliar geral Felipe Alves da Silva, 27 anos, morador no residencial Águas Claras. Segundo a polícia, ele é integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e multirreincidente. A sentença é do juiz da 3ª Vara Criminal, Emerson Sumariva Júnior, que também o condenou a 1 ano e 6 meses de detenção por falsa identidade e por desacato.

A decisão foi proferida nesta quinta-feira (9), menos de seis meses após o réu ser preso por equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Araçatuba. O flagrante foi feito em 22 de junho, após denúncia de que ele, que mora na rua José Maurício de Souza, estaria comercializando drogas na frente de casa.

Pelo local os policiais o viram sentado em uma cadeira plástica, fizeram a abordagem e encontraram R$ 30,00 em dinheiro no bolso dele. Segundo a polícia, Silva alegou morava em outra casa na mesma rua, mas como o imóvel estava com o portão aberto, os policiais entraram no quintal, o levando junto, e encontraram 17 pinos com cocaína na caixa de correspondências.

Nervoso

Segundo a polícia, após a localização da droga o réu ficou alterado, voltou a dizer que ele não morava no local e que a droga não era dele, que tentou fugir e precisou ser contido.

Quando um dos policiais perguntou o nome de Silva, ele disse se chamar Juliano da Silva, mas dentro da casa havia um certificado de alistamento militar em nome de Felipe Alves da Silva, com a foto dele, e um título de eleitor no mesmo nome. A polícia também recolheu a carteira de trabalho dele e mais R$ 130,00 em dinheiro que estavam em uma carteira.

Negou

Silva negou ser o portador de tais documentos, que apontou registro criminal por tráfico de drogas e receptação. Ele disse que só revelaria a verdadeira identidade na presença do advogado e ofendeu os policiais. Disse ainda que como a droga apreendida não estava com ele, no dia seguinte estaria em liberdade.

No trajeto até à delegacia ele resistiu à prisão, chutando o compartimento da viatura destinado ao transporte de presos e novamente foi preciso o uso de força física para contê-lo.

No plantão policial ele admitiu ser o portador dos documentos encontrados no imóvel, negou o tráfico de drogas, mas foi preso em flagrante e ficou à disposição da Justiça.

Condenação

Ao julgar o caso, com base nas provas contidas nos autos, Sumariva Júnior entendeu que ficou comprovado que Silva estava comercializando drogas. Além disso, levou em consideração que ele quis usar outro nome por saber que é integrante do PCC e multirreincidente.

“Outrossim, ao ofender os policiais, chamando-os de vermes, menosprezou as funções públicas que estavam exercendo, humilhando-os em suas funções, cometendo o crime de desacato”, cita na decisão.

O juiz determinou o regime fechado para o início do cumprimento da pena e não concedeu a ele o direito de recorrer em liberdade.

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