O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne pela primeira vez no ano nesta quarta-feira (26), para julgamento do ajudante Romário dos Santos Cândido, 27 anos, denunciado por tentativa de feminicídio qualificado, por tentar matar a ex-companheira dele.
O crime aconteceu na madrugada do dia 1º de janeiro de 2020, na residência do casal. Segundo a denúncia, a vítima é uma cabeleireira com 34 anos na época, que foi só não morreu por ter sido socorrida por um vizinho, que a abraçou ao vê-la saindo correndo para a rua em chamas.
Ainda de acordo com a denúncia, o casal estava se relacionando havia cerca de quatro meses e morava em uma residência na rua Judith Marchareth, no bairro Jardim Rosele.
Comemoração
Naquela madrugada eles comemoraram juntos as festividades de virada de ano e quando retornaram para casa, já por volta 3h, o réu quis continuar ingerindo bebida alcóolica em um bar.
A companheira dele teria sido contra e um amigo sugeriu que o réu a obedecesse, mas foi atacado por Cândido, que o ameaçou com uma faca, que deixou o local. O desacordo gerou uma discussão entre o casal e o réu foi para o fundo do quintal da residência.
Incêndio
Segundo a denúncia, ele pegou um galão com um líquido inflamável, voltou para a frente do imóvel, despejou o produto sobre o corpo da vítima e em seguida, acendeu o isqueiro e a incendiou.
Em chamas, a vítima correu para fora de casa e um vizinho, que estava próximo à casa dela a socorreu, abraçando-a e rolando no chão com ela, conseguindo apagar o fogo.
A polícia foi acionada e conseguiu prender o autor do crime, que estava sentado na frente do imóvel. A cabeleireira foi levada para o pronto-socorro por equipe de resgate do Corpo de Bombeiros com lesões nas regiões cervical, torácica, abdominal, nos braços e nas pernas.
Tentativa de feminicídio
Devido às queimaduras, ela precisou de atendimento especializado. Para o promotor de Justiça Adelmo Pinho, autor da denúncia, a mulher só não morreu porque foi socorrida pelo vizinho, que rolou com ela na água que escorria pela rua.
Além disso, considera que o crime ocorreu por razões do sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar, qualificado pelo emprego de fogo. O réu aguarda julgamento preso e o julgamento será no Fórum de Araçatuba, sem a presença de público.
