O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) absolveu Igor César Carvalho Martinez da acusação de ter assassinado o auxiliar de serviços gerais Paulo Sérgio Rovida, 30 anos. O crime aconteceu na noite de 9 de outubro de 2020, na casa da vítima, no bairro Santa Luzia.
Na ocasião, a companheira de Rovida disse à polícia que havia acabado de chegar em casa com ele, que guardava a motoneta na garagem quando foi alvo de tiros, que teriam sido disparados por Martinez. Ele teria chegado ao local na garupa de uma moto conduzida por pessoa não identificada.
Com base no reconhecimento, o réu foi denunciado por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e teve a prisão preventiva decretada e cumprida.
Julgamento
Em julgamento realizado nesta quarta-feira (1) no Fórum de Araçatuba, a testemunha ocular voltou atrás, alegando em plenário não ter certeza se havia sido realmente Martinez o autor dos disparos.
Diante do pronunciamento dela o promotor de Justiça Adelmo Pinho, representando o Ministério Público, pediu a absolvição do réu, tese que também foi defendida pelos advogados de defesa, Flávio Batistela e Daniel Madeira.
O pedido foi acatado pelos jurados e o juiz Henrique Castilho, que presidiu o júri, absolveu Martinez e determinou a expedição do alvará de soltura, já que ele aguardava julgamento preso há mais de um ano.
Vingança
A denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça, com base no que foi apurado durante a fase policial, cita que o crime teria sido cometido por vingança, já que o réu acusava a vítima de ter participado do assassinato de Fábio Nascimento dos Santos, 37.
Conhecido como Tripinha, ele era primo do sogro de Martinez e foi morto com um tiro na cabeça, também no bairro Santa Luzia, em agosto de 2019. Para vingar o conhecido, o réu teria ido à casa da vítima, que foi surpreendida quando guardava uma motoneta.
O primeiro disparo teria atingido Rovida nas costas, ele correu, mas foi acompanhado e ao cair, levou mais dois tiros, esses na cabeça e a curta distância. A companheira da vítima teria presenciado o assassinato e apontado o réu como autor dos tiros, mas agora voltou atrás.
