A Justiça concedeu a liberdade à empresária de 44 anos, presa na manhã de quinta-feira (8) em um condomínio residencial de alto padrão, em Araçatuba (SP), acusada de furto de energia elétrica mediante fraude.
O alvará de soltura foi expedido na manhã seguinte pela juíza Camila Paiva Portero, que atendeu manifestação do Ministério Público e determinou como condição para a liberdade, o comparecimento em juízo sempre que a investigada for intimada. Não foi necessário o pagamento de fiança.
O flagrante foi feito por equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada), durante cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Em visita ao imóvel os policiais constataram que a tampa do relógio medidor do consumo estava sem o lacre.
O técnico da CPFL Paulista informou que o imóvel estaria com o fornecimento de energia suspenso, mas verificou que apesar disso, o disco medidor estava funcionando, pois alguém teria manipulado os cabos que haviam sido desligados pela empresa, derrubando o consumo em um terço em média, causando prejuízo à empresa.
Negou
A moradora disse à polícia que estava no sítio quando os policiais chegaram na casa dela e foi informada por um filho do cumprimento do mandado. Ela negou à polícia ter alterado o medidor de energia e alegou que não sabia que ele estava sem lacre.
Disse ainda que em 23 de março um representante da CPFL Paulista esteve na casa dela dizendo que cortaria a energia, mas não cortou. Falou que na oportunidade não estava em casa, sendo o suposto técnico recebido pelo filho dela.
Contou ainda que nos últimos meses tem ficado parte do tempo dela no sítio, que atualmente está desempregada e requereu o benefício da Justiça gratuita.
