A Justiça de Araçatuba (SP) condenou um casal acusado de participar de uma quadrilha especializada em roubos de caminhonete na região. O mecânico de automóveis Anderson Matias Guedes Santos, 36 anos, foi condenado a 35 anos, 2 meses e 20 dias de prisão. Para a companheira dele, Suzeane da Conceição dos Santos, 24, a pena é de 25 anos, 5 meses e 13 dias de cadeia.
O Hojemais Araçatuba publicou matéria em abril do ano passado, informando que a quadrilha tinha como prática abordar proprietários de caminhonetes novas na zona rural, com pretexto de pedir informações, para em seguida rendê-los.
As vítimas geralmente eram amarradas e tinham os cartões bancários com as respectivas senhas roubados. Enquanto parte do bando ficava com as vítimas, outros integrantes saíam para fazer saques, transferências bancárias e até compras com os cartões roubados.
Muitas vítimas foram obrigadas a ingerir bebidas alcoólicas e depois abandonadas na zona rural pelos bandidos, que roubavam as caminhonetes. Os veículos eram transformados em dublê para depois serem usados contra novas vítimas de assaltos.
Durante as investigações, a polícia apreendeu uma GM Captiva preta que era dublê e tinha sido utilizada pela quadrilha em um assalto na zona rural de Santo Antônio de Aracanguá.
Presa
Suzeane foi presa em 14 de abril do ano passado na casa dela, em Birigui, durante ação conjunta de policiais da Delegacia de Santo Antônio do Aracanguá e da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Araçatuba.
Na residência do casal foi apreendida a caminhonete VW Amarok roubada de um pecuarista de Araçatuba, rendido na propriedade dele, no bairro rural da Prata. O veículo estava com a placa adulterada.
Ao ser presa, ela levou os policiais ao pátio de um motel em Birigui, onde foi encontrada uma GM S10 que também havia sido roubada. O espaço teria sido alugado pelo companheiro dela para guardar o veículo.
A ré confirmou informalmente ter participado de um dos roubos e informou que o companheiro dela havia participado de pelo menos outros dois assaltos. Na delegacia ela mudou a versão.
O mecânico já tinha condenação por furto, receptação e adulteração de sinal identificador de motor, com pena a cumprir.
