Justiça

Justiça condena casal por integrar quadrilha especializada em roubo de caminhonetes

Homem pegou 35 anos de prisão e a companheira dele mais 25 anos; não poderão  recorrer em liberdade

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
11/02/21 às 19h26
Caminhonete roubada de pecuarista em Araçatuba foi encontrada com casal condenado (Foto: Arquivo)

A Justiça de Araçatuba (SP) condenou um casal acusado de participar de uma quadrilha especializada em roubos de caminhonete na região. O mecânico de automóveis Anderson Matias Guedes Santos, 36 anos, foi condenado a 35 anos, 2 meses e 20 dias de prisão. Para a companheira dele, Suzeane da Conceição dos Santos, 24, a pena é de 25 anos, 5 meses e 13 dias de cadeia.

O Hojemais Araçatuba publicou matéria em abril do ano passado, informando que a quadrilha tinha como prática abordar proprietários de caminhonetes novas na zona rural, com pretexto de pedir informações, para em seguida rendê-los.

As vítimas geralmente eram amarradas e tinham os cartões bancários com as respectivas senhas roubados. Enquanto parte do bando ficava com as vítimas, outros integrantes saíam para fazer saques, transferências bancárias e até compras com os cartões roubados.

Muitas vítimas foram obrigadas a ingerir bebidas alcoólicas e depois abandonadas na zona rural pelos bandidos, que roubavam as caminhonetes. Os veículos eram transformados em dublê para depois serem usados contra novas vítimas de assaltos.

Durante as investigações, a polícia apreendeu uma GM Captiva preta que era dublê e tinha sido utilizada pela quadrilha em um assalto na zona rural de Santo Antônio de Aracanguá.

Presa

Suzeane foi presa em 14 de abril do ano passado na casa dela, em Birigui, durante ação conjunta de policiais da Delegacia de Santo Antônio do Aracanguá e da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Araçatuba.

Na residência do casal foi apreendida a caminhonete VW Amarok roubada de um pecuarista de Araçatuba, rendido na propriedade dele, no bairro rural da Prata. O veículo estava com a placa adulterada.

Ao ser presa, ela levou os policiais ao pátio de um motel em Birigui, onde foi encontrada uma GM S10 que também havia sido roubada. O espaço teria sido alugado pelo companheiro dela para guardar o veículo.

A ré confirmou informalmente ter participado de um dos roubos e informou que o companheiro dela havia participado de pelo menos outros dois assaltos. Na delegacia ela mudou a versão.

O mecânico já tinha condenação por furto, receptação e adulteração de sinal identificador de motor, com pena a cumprir.

O mecânico de automóveis Anderson Matias Guedes Santos foi condenado a 35 anos de prisão (Foto: Reprodução)
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Presos

Ao receber a denúncia, em junho, a Justiça converteu a prisão temporária dos acusados em preventiva. Um terceiro réu, André Custódio do Carmo, é considerado foragido. Ele foi citado por edital, mas no caso dele, houve a suspensão do processo e do prazo prescricional.

Consta na decisão, que a defesa do casal representou pela nulidade dos reconhecimentos fotográficos realizados na fase policial e argumentou que os réus não praticaram os crimes, pedindo a absolvição por falta de provas para a condenação.

Legal

Ao proferir a sentença, o juiz da 1.ª Vara Criminal, Roberto Soares Leite, entendeu que não houve irregularidade nos reconhecimentos e destacou haver outras provas que demonstram a autoria dos acusados na prática dos crimes.

“A materialidade dos crimes de roubo majorado, receptação, extorsão, adulteração de sinal identificador de veículo e associação criminosa, ficou provada através dos boletins de ocorrência...” “...A autoria também ficou provada nos autos, recaindo sobre os réus Anderson Matias Guedes Santos e Suzeane da Conceição dos Santo”, complementa.

Condenação

O casal foi condenado de acordo com a denúncia do Ministério Público pelos crimes de roubo majorado; extorsão qualificada; associação criminosa armada; receptação dolosa; e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

No caso de Anderson, o juiz levou em consideração os maus antecedentes, já que ele responde a outros processos por receptação; homicídio; e furto qualificado tentado. Também pesou o fato de ser reincidente.

Já Suzeane teve a pena menor por ser ré primária. Como os crimes foram praticados com violência e grave ameaça, a Justiça não concedeu aos réus o direito de recorrer em liberdade.

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