Justiça

Justiça nega pedidos de liberdade provisória a presos na Operação Raio X

Dr. Lauro está entre os que pediram o benefício, alegando problemas de saúde e ser do grupo de risco da covid-19

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
11/10/20 às 16h36
A defesa do médico Dr. Lauro queria que fosse concedida a prisão domiciliar a ele (Foto: Reprodução)

Vários presos na Operação Raio X, que é resultado de inquéritos que investiga o desvio de dinheiro público da área da Saúde por meio de OSSs (Organizações Sociais de Saúde), requereram à Justiça a liberdade provisória, mas tiveram os pedidos negados, segundo apurado pelo Hojemais Araçatuba .

Os processos tramitam na Justiça de Birigui e Penápolis, que na semana que passou aceitou denúncia contra mais de 40 réus, dos quais, 35 tiveram as prisões temporárias convertidas em preventiva.

O principal argumento para requerer a liberdade provisória dos agora réus é que eles correm risco de contaminação pela covid-19.

Segundo apurado pela reportagem, a defesa do médico anestesista Cleudson Garcia Montali não teria requerido a revogação da prisão. Ele é apontado como líder do suposto esquema criminoso investigado.

Imunizado

Conforme matéria publicada no sábado (10) pelo Hojemais Araçatuba , Cleudson já foi infectado pelo coronavírus e se recuperou após passar um período internado em um hospital particular de Birigui.

Entretanto, a reportagem apurou que o médico Lauro Henrique Fusco Marinho está entre os que requereu o benefício. Ele é considerado pela polícia o braço direito de Cleudson no suposto esquema criminoso.

A reportagem apurou a defesa de Dr. Lauro, como ele é conhecido, teria requerido a transferência para uma unidade prisional especial ou que fosse concedida a prisão domiciliar, pois ele se enquadraria entre os pacientes de risco por ter se submetido a cirurgia bariátrica, ter excesso de peso e ser hipertenso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Especial

Segundo o que foi apurado, por ter formação em nível superior, Dr. Lauro teria direito a prisão especial ou domiciliar, no entendimento da defesa. Ele seria portador de apneia obstrutiva do sono, por isso, faria uso contínuo de um aparelho no período noturno, sem o qual poderia desenvolver hipertensão e problemas cardíacos.

Diante desse quadro, a defesa queria que a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) o encaminhasse para uma unidade que ofereça a prisão especial, com o devido atendimento médico e que possa utilizar o aparelho de uso contínuo. Se não fosse possível, que fosse concedida a prisão domiciliar.

Negou

A reportagem apurou que ao negar o pedido, a Justiça levou em consideração que o médico já é mantido em cela separada dos demais, por ter diploma de nível superior, o que é um tratamento diferenciado.

Também considerou que as comorbidades que ele possui podem ser tratadas com medicamentos na unidade prisional e que ele não corre risco de infecção pela covid-19, já que todas as medidas de prevenção são tomadas pela unidade prisional.

Dr. Lauro manteve contato com pessoas infectadas quando estava em liberdade, entre elas o próprio Cleudson, que foi tratado por ele quando esteve internado junto com um piloto que prestava serviço para o grupo e que morreu com a doença.

LEIA TAMBÉM
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM JUSTIÇA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Empresa Jornalística e Editora LTDA
32.184.870-0001/54
Editor responsável:
Aline Galcino - MTB: 43087/SP
aline.galcino@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2021 - Grupo Agitta de Comunicação.