Justiça

‘Mauricião’ é julgado nesta quarta-feira por matar homem usando pistola furtada de PM

É acusado de assassinar Isaac Rocha Batista utilizando uma pistola furtada de um PM foi morto a tiros; crime foi no bairro São José, em setembro de 2015

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
05/04/22 às 15h10
No local do crime foram apreendidas cápsulas deflagradas pela pistola calibre .40 furtada de um policial militar (Foto: Arquivo)

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (6) para o julgamento de Maurício Araújo dos Santos, o Mauricião, pelo assassinato de Isaac Rocha Batista, 30 anos, que morava no Jardim do Trevo.

Ele foi morto a tiros no bairro São José, na noite de 2 de setembro de 2015. Segundo a denúncia, o crime foi duplamente qualificado pelo motivo fútil e meio que dificultou a defesa da vítima.

Os dois seriam usuários de drogas e teriam se desentendido por motivo não apurado. Durante a discussão Batista teria ameaçado matar Mauricião.

Na noite do crime, por volta das 23h, o réu passava de moto pela rua Alfredo Chiantelli, no São José, e teria se deparado com a vítima. Lembrando da ameaça, decidiu matá-la.

Ele teria descido da moto e, de posse de uma arma de uma pistola calibre .40, teria feito cinco disparos contra Batista, que foi atingido no peito, na barriga, no punho e na perna direita. Ainda segundo a denúncia, o réu teria fugido após os disparos. 

Corpo

Naquela noite a Polícia Militar foi informada que havia uma pessoa ferida por disparo de fogo e encontrou a vítima caída na calçada. Uma testemunha relatou ter ouvido aproximadamente 6 disparos e visto uma moto deixando o local, fazendo bastante barulho, sentido à rua Fundador Paulino Gato.

Uma irmã de Batista e um sobrinho dele estavam no local quando da chegada da polícia, mas ninguém soube informar o que teria acontecido. O óbito foi atestado no local pelo médico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o corpo encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal).

Durante a perícia foram recolhidos cinco cartuchos deflagrados de pistola calibre .40 e um pedaço de jaqueta. Também foi apreendida uma bicicleta que seria de Batista, que estaria acompanhado de um rapaz, que teria fugido, abandonando um par de chinelos.

Arma

Segundo a polícia, arma usada no crime havia sido furtada de um policial militar em 2014. Mauricião, que na época do assassinato tinha 29 anos, foi identificado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), localizado e se apresentou na delegacia no dia seguinte ao homicídio, onde entregou a arma.

Ele alegou que havia comprado a pistola de uma pessoa que já estava morta, com o objetivo de se defender. Com passagens por tráfico de drogas, o réu alegou que atirou em Batista porque estava sendo ameaçado por ele.

O inquérito foi conduzido pelo delegado Paulo Natal, que após ouvi-lo decidiu por liberá-lo, por estar colaborando com as investigações.

O julgamento pelo homicídio duplamente qualificado será no Fórum de Araçatuba, ainda sem presença de público. Outro inquérito em separado foi instaurado para investigar a receptação.

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