Justiça

MP pede e Range Rover de pecuarista que atropelou sushiman é apreendida

Promotor de Justiça que saber a velocidade em que ele conduzia o veículo; caso aconteceu em janeiro do ano passado, investigado teria estado em boate e não prestou socorro à vítima

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
08/04/21 às 20h32
Pecuarista foi identificado após o carro que ele conduzia no atropelamento ser encontrado na frente da casa dele (Foto: Divulgação)

Atendendo pedido do Ministério Público em Araçatuba (SP), a Polícia Civil apreendeu novamente a Range Rover do pecuarista de 24 anos, investigado por atropelar o sushiman Fernando Ikeda Piona, 45 anos.

O caso aconteceu em 11 de janeiro do ano passado e o recolhimento do veículo ocorreu após o promotor de Justiça Adelmo Pinho devolver o inquérito à Polícia Civil, pedindo complemento de informações.

O investigado, que não prestou socorro à vítima, foi identificado no final da tarde do mesmo dia, após o carro que ele conduzia ter sido encontrado na frente da casa dele. O veículo foi apreendido e somente 11 dias depois o investigado se apresentou à polícia, acompanhado de um advogado. 

Em depoimento, ele alegou que seguia pela avenida Saudade, pelo lado direito da via, e Piona, que conduzia uma motoneta Honda PCX, teria cruzado na frente do carro, não sendo possível evitar a colisão.

O pecuarista alegou ainda que não pediu socorro porque ficou assustado, apesar de o advogado dele ter dito à polícia que ele havia parado para prestar socorro, mas foi embora por ter sido ofendido por motociclistas que passavam pelo local.

Mais detalhes

O inquérito foi relatado e, ao analisá-lo, o promotor de Justiça decidiu devolvê-lo. Ele pediu que o carro fosse novamente apreendido para verificar se possui computador de bordo e periciá-lo, pois o equipamento pode ter registrado a velocidade no momento da colisão.

Nesse mesmo sentido, Pinho pediu a complementação do laudo pericial do local, com indicação da velocidade aproximada em que o veículo do pecuarista trafegava quando houve o atropelamento, com base nas informações coletadas pelo Instituto de Criminalística.

Ele quer ainda que a empresa funerária que possui uma capela no local ceda as filmagens feitas no dia e horário dos fatos, para serem submetidas a perícia. No inquérito consta que algumas das câmeras do prédio não estariam operando naquele dia e a que funcionava, não teriam gravado o atropelamento.

sushiman Fernando Ikeda Piona foi atropelado em 11 de janeiro do ano passado (Foto: Reprodução)

Boate 

A investigação apontou que naquela noite, o pecuarista esteve em uma casa noturna. O MP quer que o laudo de exame referente ao estabelecimento seja refeito, aproximando as imagens dele segurando um copo em uma das mãos, para melhor visualização do objeto.

Também pede que seja ouvida uma pessoa que foi identificada e que teria estado com ele nessa casa noturna, para confirmar se o investigado ingeriu bebida alcoólica no estabelecimento.

Para auxiliar no procedimento, o MP também quer que a polícia faça pesquisa nas redes sociais abertas em nome do pecuarista para verificar o perfil dele e analisar se tem o hábito de ingerir bebidas alcoólicas. Além disso, solicitou a apreensão de todos os celulares cadastrados em nome do investigado para perícia.

Trajeto

A investigação apontou ainda, que ao deixar a casa noturna, o carro do pecuarista seguiu até um edifício na praça Getúlio Vargas. Ele estaria acompanhado de um amigo e o MP recebeu denúncia informal de que esse amigo era quem conduzia o veículo, já que pecuarista estaria e embriagado.

Por isso, o órgão quer que seja complementada a filmagem feita pelo sistema de monitoramento do prédio, para melhor análise das imagens.

Restaurante

Como o pecuarista disse em depoimento que antes do atropelamento esteve com testemunhas em um restaurante na avenida Brasília, o promotor pediu as filmagens do local na noite dos fatos.

Ele também quer que seja feita uma varredura em busca de câmeras no trajeto do edifício na praça Getúlio Vargas até o restaurante e do trajeto até à avenida da Saudade, onde ocorreu o atropelamento, para analisar como ele conduzia o veículo.

Por fim, a Promotoria de Justiça pede que o Corpo de Bombeiros disponibilize o áudio da chamada de socorro para a vítima naquela noite e quer o complemento das imagens da casa do pecuarista, onde o carro foi apreendido.

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