Justiça

Primos são condenados por entregar arma para amigo matar jovem

Defesa queria a absolvição, mas conseguiu convencer os jurados a afastarem as qualificadoras

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
24/05/23 às 20h45
Os réus tiveram a defesa feita pelo advogado José Márcio Mantello (à direita), assessorado pelos advogados Marylin Daiana Alves e Ely Flores (Foto: Lázaro Jr./Hojemais Araçatuba)

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 6 anos de prisão cada um, os primos Tony Marcel Kobayashi e Eloy Kobayashi, denunciados por homicídio duplamente qualificado, acusados de terem entregado a arma usada no assassinato de Alef Marques de Oliveira, 18 anos.

O autor dos disparos foi Bruno Vinícius de Queiroz. Ele foi denunciado nos mesmos termos e condenado a 16 anos de prisão em julgamento realizado em agosto do ano passado, conforme a denúncia. Porém, no julgamento dos dois hoje no Fórum de Araçatuba, os jurados decidiram afastar as qualificadoras, por isso a pena foi menor.

Conforme a denúncia, o crime aconteceu na noite de 4 de fevereiro de 2012, em uma área de lazer na rua Almir Rodrigues Bento, bairro Jardim América. Tony chegou ao local com a namorada e encontrou Alef, que havia mantido um relacionamento amoroso com a jovem, o que seria motivo de ciúmes por parte do réu.

Briga

Durante uma briga que houve do lado de fora da área de lazer, Eloy teria partido para cima de Alef, que teria reagido e eles foram contidos por populares, com a intervenção de Tony e Bruno. Após serem separados, Tony teria ido até o carro dele, estacionado nas imediações, e pegado um revólver calibre 38.

A arma teria sido passada para Eloy, que a repassou para Bruno, que teria ido atrás de Alef. A vítima teria corrido para o interior da área de lazer, mas foi atingida por um disparo. Ferido, Alef teria pedido para conversar, mas recebeu um segundo tiro, caiu e foi baleado pela terceira vez, já no chão, vindo a morrer.

Julgamento

Ouvido em juízo, Bruno admitiu ter atirado em Alef, mas negou o envolvimento dos primos dele no assassinato. No julgamento de hoje , os réus tiveram a defesa feita pelo advogado José Márcio Mantello, que esteve assessorado pelos advogados Ely Flores e Marylin Daiana Alves. Ele já adiantou que pretende recorrer para tentar reduzir as penas.

O Ministério Público foi representado pelos promotores de Justiça Dório Sampaio Dias e Emir Stringhetta, que defenderam a condenação com base na denúncia. Por isso, a Promotoria de Justiça também deverá recorrer.

O julgamento durou aproximadamente 10 horas e foi presidido pelo juiz Henrique Castilho, que determinou o regime semiaberto para início da pena, mas concedeu aos réus o direito de recorrer em liberdade.

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