O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 16 anos e 4 meses de prisão, Leandro Nobre da Silva, por homicídio duplamente qualificado. Ele foi preso acusado de matar Aldo Martinelle da Silva, 33 anos, crime ocorrido em 27 de setembro de 2017, no bairro Aviação.
A vítima morava no bairro Nossa Senhora Aparecida e, segundo testemunhas, já havia sido avisada por traficantes do bairro para mudar-se, por suspeita de que estivesse delatando os criminosos.
Segundo a denúncia, dias antes do assassinato três homens foram presos por tráfico de drogas, o que levou outros traficantes locais a desconfiar que a Martinelle estaria denunciando o tráfico local à polícia.
Ainda de acordo com a denúncia, ele havia mudado para o bairro recentemente e, na tarde do crime, testemunhas foram à casa dele para avisar que os traficantes do bairro estavam dando um prazo para que ele se mudar.
Tiros
Naquele mesmo dia, no período da noite, Martinelle saiu de casa para comprar um cigarro. Quando retornava, ele foi surpreendido na rua Dona Ida. Segundo a denúncia, Silva estava de bicicleta, sacou uma arma de fogo e passou a disparar contra a vítima, que morreu no local.
Laudo do exame necroscópico apontou que Martinelli levou três tiros na cabeça, sendo que um deles foi na boca e ele teve um dente quebrado pelo projétil. O outro tiro atingiu o ombro esquerdo. A vítima morreu por traumatismo crânio encefálico e hemorragia interna aguda, causados pelos tiros.
Após a polícia relatar inquérito o indiciando Silva pela autoria do crime, o Ministério Público o denunciou por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe (vingança) e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, que caminhava de volta para casa quando foi surpreendida.
Condenado
O julgamento foi realizado no Fórum de Araçatuba na última quarta-feira (9) e os jurados acataram na íntegra a denúncia. O Júri foi presidido pelo juiz Henrique Castilho, que determinou o regime fechado para o início do cumprimento da pena e não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Silva teve a defesa feita pelo advogado Jorge Luiz Boatto e o Promotor de Justiça Thiago Gatti Fernandes representou o Ministério Público em plenário.
