Justiça

Réu é condenado a 16 anos e 4 meses de prisão por assassinato no Umuarama

Teve a casa incendiada anos antes e acusava a vítima de ser responsável pelo crime; é reincidente e possui maus antecedentes

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
20/10/21 às 22h15

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou Orlando Flores D’avila a 16 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato de Anderson Luís Lopes Leal, crime ocorrido em 11 de agosto de 2019, no Jardim Umuarama.

Os jurados acataram na íntegra a denúncia do Ministério Público, condenando-o por homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (20), terminou pouco depois das 21h30 e o réu não terá direito de recorrer em liberdade.

Segundo a denúncia, D’avila teve a casa incendiada anos antes, acusava Leal de ter sido o responsável pelo crime, por isso resolveu matá-lo. Como a vítima cumpria pena em um presídio, ele aproveitou o momento em que desfrutava da saída temporária para cometer o assassinato.

Emboscada

Naquela tarde, por volta de 12h40min, Leal chegou na casa dos pais dele de carro, estacionou e ao descer do veículo, foi surpreendido por D’avila, que estava de Honda Biz e havia chegado ao local momentos antes e permaneceu aguardando.

Ainda de acordo com a denúncia, sem que a vítima pudesse reagir, o réu se aproximou com uma arma de fogo e efetuou diversos disparos. Após os tiros ele correu até à motoneta que estava estacionada nas proximidades e fugiu. Leal chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Condenado

A defesa de D’avila foi feita pelo advogado Eduardo Cury, que pediu a absolvição por negativa de autoria e em caso de condenação, queria o afastamento da qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, mas os pedidos foram rejeitados pela maioria dos jurados.

A sentença foi proferida pelo juiz Danilo Brait, que determinou o regime fechado para início do cumprimento da pena, já que o réu é reincidente e possui maus antecedentes. O promotor de Justiça Adelmo Pinho, que representou o Ministério Público durante o julgamento, informou que não pretende recorrer da decisão.  

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