A Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Birigui (SP) entrou com ação de cobrança contra a Prefeitura para receber R$ 2,6 milhões que ficaram pendentes do contrato de gestão do pronto-socorro municipal, interrompido em janeiro do ano passado.
Além desse valor, a OSS (Organização Social de Saúde) Santa Casa de Birigui afirma que a Prefeitura deve mais R$ 3,2 milhões referentes ao contrato de gestão da ESF (Estratégia Saúde da Família), que foi prorrogado em dezembro, totalizando R$ 6,65 milhões em débitos. A Prefeitura reconhece as dívidas, mas alega inconsistência na prestação de contas da OSS pelos serviços prestados.
A ação de cobrança foi protocolada em 27 de janeiro. No documento, a OSS explica que, primeiramente, de forma emergencial, em janeiro de 2019 foi assinado o convênio nº 014/2019, que tratava da gestão compartilhada do pronto-socorro municipal e da UBS (Unidade Básica de Saúde) 1, do bairro Cidade Jardim, conhecida como Corujão da Saúde, no valor mensal de R$ 1,38 milhão.
O serviço teria sido executado entre 31 de janeiro de 2019 e 26 de janeiro de 2021 (período de vigência do convênio), com atendimentos à população de consultas e exames nas duas unidades de saúde, além de fornecimento de refeições para pacientes e acompanhantes.
“Passado exatamente um ano até a presente data, o município não adimpliu com sua obrigação de efetuar os repasses à Santa Casa pelos serviços efetivamente prestados, em que pese todos os esforços em buscar um acordo amigável”, diz a OSS na ação.
A dívida, segundo a Santa Casa, gerou uma série de problemas financeiros com fornecedores e prestadores de serviços.
