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Produtores de soja de MS têm até 10 de janeiro para cadastrar áreas junto à Iagro

Declaração é obrigatória e integra ações de monitoramento e controle da ferrugem asiática no Estado

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
21/12/25 às 10h52
Foto: Arquivo Hojemais Três Lagoas

Os produtores de soja de Mato Grosso do Sul têm até o dia 10 de janeiro de 2026 para realizar a declaração anual das áreas cultivadas , conforme determinação da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). A medida é obrigatória e faz parte do Programa Estadual de Defesa Vegetal, voltado ao monitoramento das lavouras e ao controle da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da cultura da soja.

O cadastro deve ser feito diretamente no site da Iagro, por meio da plataforma de serviços online, e é exigido de todos os produtores que cultivam a oleaginosa no Estado. As informações fornecidas permitem o acompanhamento da evolução das lavouras, além de subsidiar ações de prevenção, fiscalização e orientação técnica.

A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi , manifesta-se inicialmente por pequenas pontuações na face inferior das folhas, evoluindo para lesões escuras que comprometem a fotossíntese da planta. Em casos mais graves, a doença pode provocar perdas de até 90% da produtividade , sendo considerada uma das principais ameaças à produção de soja, segundo a Embrapa.

Até o momento, Mato Grosso do Sul registrou dois focos da ferrugem asiática em lavouras comerciais , ambos no município de Sete Quedas, na região Sudoeste. Os dados são do Consórcio Antiferrugem, mantido pela Embrapa em parceria com outras instituições. No mesmo período, o Paraná contabilizou 17 ocorrências e São Paulo confirmou um caso, totalizando 20 registros no país nesta safra.

A Iagro alerta que a não declaração das áreas dentro do prazo pode resultar em sanções previstas na legislação estadual. Além de ser uma exigência legal, o cadastro é uma ferramenta fundamental para o planejamento das ações fitossanitárias e para a identificação precoce de focos da doença, reduzindo riscos de disseminação.

O órgão reforça que o cumprimento do prazo contribui diretamente para a proteção da produção agrícola sul-mato-grossense e para a adoção de medidas eficazes de manejo, preservando a sanidade das lavouras em todo o Estado.

 

Com informações de Campo Grande News.

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