Ao contrário do que ocorreu na semana passada, quando “invadiram” o plenário da Câmara Municipal forçando o encerramento da sessão, desta vez os integrantes do movimento “Vem pra Rua Três Lagoas” escolheram a via correta requisitando, em tempo hábil, o uso da tribuna livre da Casa e prometem ficar “pianinhos”. É o que garante o professor Guilherme Barbosa Lélis, 28 anos, que se apresenta como líder e falará em nome do movimento, caso seja deferido o pedido para uso da tribuna. Ele afirma que já foi autorizado, mas o Hojemais apurou que o assunto ainda será discutido pelos vereadores na habitual reunião das manhãs de terça-feira. Ou seja, o presidente não pretende decidir sozinho o assunto.
“Fomos ouvidos pelas ruas e agora queremos ser ouvidos pelos vereadores”, disse Lélis, assegurando que não haverá qualquer ato de vandalismo por parte dos manifestantes. Iremos apresentar reivindicações que representam os anseios da sociedade e algumas irregularidades que estariam sendo praticadas pelo poder público municipal. Ele não quis antecipar as denúncias, mas garante ter documentos comprobatórios que levará para a tribuna. Uma das indignações do grupo, segundo ele, refere-se a investimentos públicos no setor privado, como a pavimentação de ruas que beneficiam determinados empresários, em detrimento da população em geral.
Entre os protestos do movimento, segundo Lélis, está, por exemplo, o baixo investimento do poder público em saúde, infraestrutura e educação, ante os altos investimentos do setor industrial.
PEDIDO DE APOIO
A expectativa do professor é levar em torno de 800 pessoas à sessão e, como o plenário não comporta tanta gente, solicitará ao Legislativo que proporcione aos presentes a oportunidade de assistirem aos trabalhos. Nesse sentido, espera conseguir telão para ser utilizado na parte externa do prédio da Câmara, além de serviço de som. O ativista disse que pediu também aparato policial para a ocasião.
MASSA DE MANOBRA
Em relação às pessoas que utilizaram as redes sociais para incitarem os internautas ao vandalismo e ao quebra-quebra, Lélis se apressou em afirmar que não fazem parte do movimento. Segundo ele, tais pessoas estariam a serviço de partidos políticos que querem descaracterizar os reais interesses do “Vem pra Rua Três Lagoas”.