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Corrida à Prefeitura de Três Lagoas já começou e alguns cenários são desenhados

Cidade deverá ter, pelo menos, quatro concorrentes

Hojemais Três Lagoas - João Maria Vicente
26/01/19 às 06h42

Passadas as eleições 2018, as movimentos agora se voltam para o pleito doméstico de 2020, quando serão eleitos prefeitos e vereadores em todo o Brasil. Abertamente, em Três Lagoas, não se fala muito a respeito do tema, mas as conversas de bastidores e as redes sociais têm dado o tom dos discursos e apontado algumas direções.  A julgar pelas conjecturas e prevendo os rachas que poderão ocorrer em algumas equipes, Três Lagoas poderá contar com um número significativo de candidatos.

Algumas cisões já ocorreram em estruturas que até bem pouco tempo era consideradas sólidas. Uma delas ocorreu no PSDB, onde houve o distanciamento entre o presidente da Câmara André Bittencourt e o prefeito Angelo Guerreiro (PSDB), candidato a reeleição. Desde as eleições passadas, quando Bittencourt concorreu para deputado estadual, já se notava certa animosidade entre os dois, até que nos últimos meses houve o rompimento. E a situação entre os dois teria se agravado ainda mais após a demissão da secretária de Educação, Maria Célia Medeiros, que era indicação do vereador. Antes disto, o prefeito já havia perdido outro importante aliado, o seu amigo e ex-secretário José Pereira que, por sinal, agora é aliado do presidente da Câmara. Por duas vezes, Pereira deixou o cargo de secretário municipal. No passado, ou seja,pouco depois das eleições 2012, Guerreiro perdeu outros aliados, dentre os quais, o vereador Renée Venâncio, que pode ser um adversário seu nas urnas em 2020. 

Mas, se por um lado o time de Guerreiro perde quadros, por outro, tem ‘repatriado’ antigos companheiros, dentre os quais, Jorge Martinho.

Além disso, apesar de ter estado por um bom tempo distante do MDB, desde que assumiu a prefeitura se reaproximou da legenda e, principalmente, do deputado estadual Eduardo Rocha, de quem esteve afastado por um longo período.  Após este alinhamento com Rocha, Guerreiro sofreu ataques massivos nas redes sociais e foi vítima de fakenews que o levaram a, de forma firme e até mesmo emocionada, rebater com veemência as críticas de, segundo ele, pessoas que falam as coisas anonimamente e não têm coragem de vir a público. Ao mesmo tempo, o prefeito tem tido jogo de cintura para não se indispor com a Câmara e também com os vereadores.

O que se comenta nos bastidores do poder, é que os moldes deste acordo com Rocha seria o seguinte: o MDB apoia Guerreiro para reeleição em 2020 em troca de uma participação maior no comando da prefeitura. Nesse caso, resta saber o que sobraria para Jorge Martinho. Há quem afirme que ele poderia ser o candidato a vice da chapa tucana.

Caso ocorra esta manobra, seria um golpe certeiro no grupo que, pelo menos até no final do ano passado, contava com quatro prefeitáveis. Além Martinho, também sonham com a cadeira de Guerreiro os vereadores Renée Venâncio (PSD) e Davis Martinelli (Pros), bem como o presidente regional do Pros, Fabrício Venturolli. Vale lembrar que Renée e Fabrício concorreram para deputado federal em 2018.

Falando em Venturolli, ele estaria com um pé fora do Pros, pelo fato de ter sido desprestigiado quando concorreu à Câmara Federal. Aliás, ele já estaria sondando a legenda ideal para se filiar.

Ao Hojemais, Davis Martinelli confirmou a intenção de disputar a prefeitura de Três Lagoas. “É algo que gostaria muito sim, fazer algo para minha cidade no Executivo, mas havendo viabilidade”. No momento, segundo Davis, o seu grupo reúne outros nomes que teriam melhores condições que ele, e cita exatamente Renée, Fabrício e Martinho. “Se for de abrir mão para apoiar um desses três, pode ter certeza que farei isso”, disse.

René Venâncio, por sua vez, disse que, por enquanto, é candidato a policial federal aposentado, mas que se a população quiser, poderá colocar seu nome à apreciação para a prefeitura. Questionado se irá manter-se fiel ao grupo a que pertence ou se poderá criar outro grupo, com pessoas de perfil ‘bolsonarianas’, ele respondeu: “Sou fiel aos meus princípios e àqueles que querem usar o poder como ferramenta para transformar vidas e viabilizar o futuro da nossa cidade. Quem tiver esse pensamento sincero, também tem a minha lealdade e compromisso”, e completou: “precisamos saber o que restou do grupo da eleição de 2016”,

Finalizando, disse ser oposição ao Guerreiro; que discordo totalmente da gestão do grupo dele e da sua conduta política".

Ainda em relação à disputa pela prefeitura, há o médico pedetista Issam Fares, que já estaria realizando reuniões semanalmente em busca de apoio ao seu nome.

Nesse caso, a expectativa é que o filho do ex-prefeito homônimo receba um apoio de peso, o do juiz aposentado Odilon de Oliveira, do seu partido, e que foi o mais votado em Três Lagoas na disputa pelo governo do Estado, tanto no primeiro, quanto no segundo turno. Fares foi o coordenador da campanha de Odilon na cidade.

Dependendo de como estiver o governo federal daqui dois anos, há quem aposte que o partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL, também poderá emplacar um nome com potencial para disputar, em igualdade de condições a prefeitura.

Alguns dos possíveis prefeitáveis em 2020: Angelo Guerreiro, Issam Fares, Fabrício Venturolli, Renée Venâncio, Jorge Martinho e Davis Martinelli
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