As reações distintas do Governo Federal e oposição sobre os manifestos populares que tomaram o Brasil tem como pano de fundo as eleições 2014. Pelo menos esta é a opinião do senador Delcídio do Amaral (PT), que vê um momento complicado, mas garante que a candidatura da presidente Dilma Rousseff (PT) para a reeleição é a única possibilidade do partido para o ano que vem.
Após duas semanas de protestos, Dilma anunciou, em discurso nacional, a realização de uma constituinte. A fala alvoroçou população e partidos e a presidente acabou voltando atrás. A oposição, encabeçada pelo senador tucano Aécio Neves (MG), aproveitou o momento para desferir críticas ao Governo Federal.
Segundo fontes em Brasília, a situação chegou a tal ponto que a direção petista já pensa na candidatura do ex-presidente Lula, que governou o país por oito anos, sendo substituído pela própria Dilma.
“Não acredito na volta de Lula como candidato”, sentenciou Delcídio. “É claro que em um momento como este o descontentamento muitas vezes aflora, mas não há nenhuma outra alternativa dentro do partido a não ser a candidatura de Dilma”, completou.
Ainda segundo o senador por Mato Grosso do Sul, as manifestações mexeram com o país, mas o quadro para 2014 ainda é de um enfrentamento de petistas e tucanos para a presidência. “Este é o quadro atual, mas os desdobramentos deste movimento podem acabar mudando alguma coisa”, comentou Delcídio.
Royalties
Delcídio aprovou a medida que destina 75% dos royalties do petróleo para educação e 25% para saúde, mas pede ações imediatas.
“A questão dos royalties está judicializada, e o pré-sal vale só em 2017. Precisamos de ações para mudar a vida do brasileiro para hoje”, disparou.
O senador vê o movimento das ruas pedindo mais saúde, educação, transporte de qualidade e outros fatores, mas pedindo para hoje, não para os próximos anos.