Ontem (21) foi mais um dia de novos nomes no governo eleito. O futuro ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, anunciou os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Pelo Twitter, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), confirmou o nome de André Luiz de Almeida Mendonça para a Advocacia-Geral da União (AGU), que continuará com status ministerial. Mais tarde, Bolsonaro indicou o advogado e ex-presidente do PSL Gustavo Bebianno para ser o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Mas o tema que dominou mesmo o dia foi o novo ministro da Educação, que parece ter subido no telhado.
O nome de Mozart Neves, diretor do Instituto Ayrton Senna, apareceu na imprensa como confirmado, por diferentes fontes, mas despertou imediata reação nas bases de Bolsonaro, que consideram o ex-secretário de Educação de Pernambuco pouco comprometido com o Escola Sem Partido e com a agenda de combate à ideologia de gênero e à sexualização precoce de crianças. O Instituto Ayrton Senna negou o convite, mas disse que Neves se reúne hoje (22) com Bolsonaro em Brasília. No final da tarde, o próprio Bolsonaro negou, pelo Twitter, qualquer confirmação.