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Em menos de meio ano, quatro cidades de MS podem ter terceiro prefeito

Em Aquidauana e Porto Murtinho, os prefeitos eleitos em outubro nem chegaram a sentar na cadeira

Midiamaxnews
16/06/13 às 07h28

Irregularidades na campanha eleitoral do ano passado podem derrubar outros políticos e Aquidauana, Bonito, Miranda e Porto Murtinho não escapam de ter o terceiro prefeito em menos de meio ano. A possibilidade se soma a outros casos de pelo menos uma cassação e torna a eleição de 2012 recordista na queda de mandatos em Mato Grosso do Sul.

Em Aquidauana e Porto Murtinho, os prefeitos eleitos em outubro nem chegaram a sentar na cadeira e os segundos colocados no pleito assumiram o cargo, mas correm o risco de perdê-lo.

Na terça-feira (11), a Justiça Eleitoral de Aquidauana cassou os diplomas do prefeito e do vice, José Henrique Trindade (PDT) e Sebastião Souza Alves (PP), respectivamente. O juiz José de Andrade Neto acatou a denúncia do Ministério Público Eleitoral e a cidade poderá ter nova eleição convocada ainda neste ano.

De acordo com a denúncia protocolada em dezembro de 2012, Zé Trindade e Tião Sereia são acusados de utilizarem indevidamente os serviços de funcionários do gabinete do deputado estadual Felipe Orro (PDT). Ambos, junto com o parlamentar, também foram condenados a pagarem multa no valor de R$ 53.250.

Em Porto Murtinho, o prefeito Heitor Miranda (PT) é acusado de dar 83 passagens de ônibus para eleitores votar nele. Por falta de provas, a Justiça local extinguiu a ação, mas a coligação adversária recorreu da decisão no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Em Miranda, a prefeita eleita Juliana Almeida (PT) caiu por suposta compra de votos e Marlene Bossay (PMDB) assumiu recentemente a prefeitura. A petista ainda luta na Justiça para recuperar o cargo e a peemedebista corre o risco de perder o comando da administração por também ser acusada de compra de votos.

Em Bonito, nova eleição foi realizada em março, depois de o prefeito eleito Geraldo Marques (PDT) ser cassado. Derrotado em outubro, Leleco (PTdoB) venceu o pleito e virou o chefe do Executivo. Ele, porém, enfrenta vários processos por suposta compra de votos e por irregularidades na substituição de seu candidato a vice, Josmail Rodrigues (PTdoB).

Em primeira instância, a Justiça liberou a candidatura do vice, mas os adversários recorreram e o caso ainda não foi julgado. As denúncias de compra de votos também não foram apreciadas. Se os prefeitos perderam a luta judicial, Bonito, Aquidauana, Porto Murtinho e Miranda terão novas eleições.

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