Liderado pelo vice-presidente do PMDB, Esacheu Nascimento, o grupo que defende a candidatura da vice-governadora Simone Tebet (PMDB) para a sucessão de André Puccinelli (PMDB) está lutando para convencer o partido de que ela é a mais preparada para enfrentar o senador Delcídio do Amaral (PT) em 2014.
“A não ser que ela não queira. Ai, é outra coisa. Mas, se quiser, ela disputa em igualdade de condições com Delcídio . Ela é a que melhor representa o partido. O Nelsinho (ex-prefeito Nelsinho Trad-PMDB) tem desvantagem visível. Com ele o Delcídio amplia muito a vantagem”, analisou.
Esacheu explica que às vezes a cúpula tenta empurrar um candidato “goela abaixo”, mas não encontra eco e precisa escutar os militantes. “Não adianta escolher um candidato que não terá a militância motivada. Digo o nome de Simone porque ouço prefeitos, vereadores e membros das executivas”, justificou.
O vice-presidente do PMDB rechaça pesquisas que indicam Nelsinho como mais forte. Ele ressalta que além das pesquisas quantitativas e qualitativas, é preciso analisar o sentimento das pessoas. “Vejo que o sentimento hoje é de ter uma pessoa partidária e que representa o sentimento programático. Por isso, prefiro a Simone”, defendeu.
Apesar de entender que Simone é a mais preparada, Esacheu lembra que ainda há muita discussão até o final do mês de setembro. Antes do anúncio, o partido ainda fará três reuniões no Bolsão, Vale do Ivinhema e Campo Grande, além de uma com vereadores e prefeitos. “Às vezes as conversas tentam atropelar os fatos. Mas, vamos ouvir a opinião dos militantes nas reuniões, que serão para ouvir opinião e não discurso de candidato”, alfinetou.
O vice-presidente do PMDB conta com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos (PMDB), nesta defesa da candidatura de Simone. Porém, diferente de Esacheu, que defende candidatura própria, Jerson cogita uma dobradinha entre o PMDB e Delcídio. Ontem, ele chegou a criticar a postura de Nelsinho na insistência pela candidatura.
“Se eu não sair a governador eu vou sair também do PMDB. Eu vou sair? Nem a governador, nem do PMDB. O Nelsinho está igual guri que quando quer bala, quer ir no cinema e não tirou boas notas, o pai não deixa. Não dá dinheiro pra ele comprar bala ele chora, esperneia, se joga no chão, bate o pé. É um direito do garoto fazer isso”, ironizou.