A chuva e um pedido do líder do movimento “Vem pra Rua Três Lagoas” impediram a presença de manifestantes, na noite de ontem (25), à sessão ordinária da Câmara. Com isso, sem o menor transtorno, o professor Guilherme Lélis conseguiu transmitir aos vereadores a sua mensagem, extensiva a outras autoridades constituídas como, por exemplo, a prefeita Márcia Moura (PMDB) e o promotores de Justiça.
Fazendo questão de afirmar que o movimento é apartidário e sem nenhum político na retaguarda, Lélis iniciou explicando que o movimento nasceu da “insatisfação nacional com a aplicabilidade dos recursos públicos que deveriam ser investidos em benefício da população e a corrupção na qual as escalas do poder público hoje estão dispostas”.
Diante disto, o movimento solicitou o uso da tribuna, sendo autorizado pela unanimidade dos vereadores, para exigir esclarecimentos sobre os seguintes pontos:
Revisão de contrato com a empresa que presta serviço à Secretaria de Educação no transporte de alunos; apuração imediata de supostos assassinatos de cães pelo CCZ; redução da tarifa do transporte coletivo em Três Lagoas; providencias imediatas do Ministério Público Estadual em relação ao chamado “Escândalo do Marmitex”; sobre o rumo que será dado a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), que ainda não foi inaugurada; integração do skate como esporte e redimensionamento da pista de skate da Lagoa Maior; Revisão do contrato com a empresa Agilitá Publicidade; Exigência de abertura de CPI sobre a vereadora Vera Helena e investigação do Instituto Delta, que executa o Programa Projovem em Três Lagoas.
Ao final do discurso, Lélis faz convite para os interessados participarem da ONG que se encontra em fase de constituição, cuja finalidade será fiscalizar todas as atividades do Executivo e Legislativo em Três Lagoas, prometendo acompanhar todos os processos licitatórios. Por fim, sugere que pode solicitar intervenção federal para que os responsáveis por algumas irregularidades sejam punidos.
O documento, cuja cópia foi entregue ao presidente da Câmara, Jorginho do Gás (PSDB) vai assinado pelo “Movimento Apartidário de Jovens Pensantes”.