O prefeito Jorge Digo esteve, no dia 19 de julho, em Campo Grande, em reunião com empresas especializadas, com objetivo de reverter a possível queda na arrecadação de Brasilândia-MS em 2014. De acordo com o prefeito, o município pode perder cerca de R$ 700 mil por mês, caso não seja possível reverter essa situação no Governo do Estado.
“Estamos trabalhando para que o município não seja penalizado com essa baixa na arrecadação, que pode ocasionar a queda de qualidade em alguns serviços”, destacou Jorge Diogo.
Segundo ele, o que influenciou esse número negativo foi o ano de 2012, quando a Debrasa deixou de produzir álcool na usina localizada no município, deixando de recolher impostos, principalmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Embora toda a crise que a usina vinha enfrentando, a produção de álcool contribuía como valor agregado, gerando PIB [Produto Interno Bruto] ao município”, explicou o prefeito.
O chefe do Executivo disse que hoje as principais fontes de ICMS estão em Paulicéia, com a produção de álcool, e em Três Lagoas, com a produção de papel e celulose. Brasilândia ficou apenas com as plantações de cana-de-açúcar e eucalipto, o que também gera imposto. Porém, muito abaixo do ICMS dessas matérias primas já industrializadas.
“Estamos avaliando todas as outras formas de produção do município. A consultoria está buscando situações em que possa haver compensações, mas o mais importante é detectar outras formas de somar esse valor agregado ao município, para que Brasilândia não perca sua arrecadação”, finalizou Jorge Diogo.