Presente à sessão da Câmara de ontem (18) em que manifestantes ocuparam o plenário da Casa com cartazes de protesto e proferindo palavras de ordem, o presidente do PT, Nivaldo Reis, ficou revoltado com o vereador Tonhão (PMDB), que substituía Jorginho do Gás na presidência, pelo fato de ele ter encerrado a sessão antes mesmo de haver iniciados os trabalhos propriamente ditos. Para ele, havia, sim, condições de continuar a reunião e que Tonhão deveria ter, pelo menos, tentado prosseguir.
“Na semana passada teve aplausos o tempo todo e porque a sessão não foi encerrada?”, questiona. “Protestar é um direito democrático de todos; sou contra quebra-quebra”, prossegue, completando que o cidadão não deve só votar, mas precisa também cobrar os seus direitos. “E se eles [os manifestantes] vierem às outras sessões, os vereadores não vão mais trabalhar?”, argui. Outra crítica do petista é o fato de o presidente ter permanecido sentado enquanto os manifestantes cantavam o Hino Nacional. E reprovou também a presença de policiais militares à paisana na Câmara. Cerca de vinte PM, do serviço de inteligência do 2º BPM, estavam espalhados pelo plenário.
Reis ainda destacou a passividade do movimento. “Ainda bem que não acirrou [os ânimos dos participantes]”. Por fim, disse que seria prudente ser remarcada uma nova sessão - sem ônus para o poder público – para que sejam apreciadas as matérias que iriam à plenário ontem.
JUSTIFICATIVA
Tão logo encerrou a sessão, o vereador Tonhão foi para o Facebook justificar o seu ato. “Em virtude das manifestações dentro do Plenário por parte dos cidadãos de Três Lagoas, que integram esse bonito movimento em favor do Brasil, e cumprindo o que determina o nosso Regimento Interno, infelizmente, fui obrigado a encerrar a sessão”, postou. “Os vereadores estavam presentes e prontos para defenderem suas indicações, requerimentos e projetos, todavia, o silêncio não aconteceu e a situação ficou irredutível, não me restando outra alternativa. Quero esclarecer que por várias vezes pedi que fosse restabelecida a ordem, mas as manifestações continuaram”, esclareceu.