A exemplo do que ocorre em Mato Grosso do Sul, os petistas de Três Lagoas nunca falaram a mesma língua. O caldo azedou ainda mais depois das eleições de 2012, quando houve um racha em relação ao apoio ao candidato a prefeito que o partido apoiaria. E deve azedar ainda mais até o pleito do ano que vem, por ocasião das eleições gerais. Nesse meio tempo, tem o PED (Processo de Eleições Diretas), que também promete render acalorados debates entre as diferentes tendências do partido. Estas eleições serão em novembro, mas as chapas terão de ficar prontas em setembro.
Ao contrário do que tem ocorrido nos últimos pleitos, este ano não há a menor possibilidade de consenso na escolha do novo presidente. Inevitavelmente, haverá disputa. E das mais acirradas. Até agora, pelo menos quatro nomes estão cotados para disputar o cargo, que atualmente é ocupado por Nivaldo Gonçalves dos Reis.
Reis não confirma, mas pode ser a alternativa da tendência CNB (Construindo um Novo Brasil) para permanecer mandando no partido. Como a CNB está aliada à AE (Articulação de Esquerda), a outra opção do grupo pode ser Antônio Carlos Modesto, que já estaria em campanha. Além de Reis, fazem parte da CNB o ex-presidente Rosemilton Soares, a ex-vereadora Bel do PT, além de Iara Neves, Marco Lúcio e Joãozinho, entre outros. Pela AE também tem a Belkiss e o Miê.
Do outro lado, fazendo parte da tendência Movimento PT, está um grande grupo, do qual fazem parte os vereadores Idevaldo Claudino e Gilmar Tosta, além do secretário municipal de Esportes, Paulo da Paz, da ex-presidente do Sinted, Elaine Sá e do suplente de vereador, Janivaldo Bernardes. Oficialmente, significativa parte desse grupo já estaria fechada com a diretora de Juventude da Sejuvel, Cristiane Lopes do Nascimento. Correndo por fora, vem o Jordane Menezes. Gilmar Tosta também estaria de olho na presidência do partido, cargo que já ocupou no passado.
ELEIÇÕES GERAIS
Em relação às eleições do ano que vem, também o partido vai rachado de cima a baixo. A começar pelo três-lagoense que disputará o cargo de deputado estadual. Por enquanto, Idevaldo Claudino é o único que se apresentou como pré-candidato, mas já sabe que não terá o apoio da maioria. O partido deverá também lançar candidato a deputado federal, que poderá ser Gilmar Tosta, que já foi por duas ocasiões experimentado como candidato à Assembleia Legislativa. A verdade é que o apoio dos petistas estará bastante pulverizado entre os diversos paraquedistas que sempre aterrissam por aqui.
No estado, uma interessante disputa que se avizinha é a do vereador por Campo Grande, Zeca do PT e de seu sobrinho Vander Loubet por uma cadeira de deputado federal. Já no PED estadual, a briga será polarizada entre Zeca e o atual presidente Marcus Garcia, que tem o apoio do senador Delcídio do Amaral.