A três-lagoense Simone Tebet é a nova líder da bancada do MDB no Senado. Desde ontem, o site da Casa mostra o nome da senadora sul-mato-grossense como líder do partido, tendo como vice Valdir Raupp (RO). A oficialização do nome da senadora foi definida na noite desta quarta-feira (4).
Nesta quinta (5), o site do Senado já registrava o nome de Simone Tebet na nova função. A informação foi confirmada pela assessoria da parlamentar e pela Secretaria-Geral da Mesa.
Tebet substitui Raimundo Lira (sem partido-PB), que, segundo o Blog do Camarotti, deixou o MDB após divergências político-partidárias na Paraíba.
Formada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Simone Tebet está em seu primeiro mandato como senadora. Ela foi eleita para o Senado em 2014. Antes disso, foi deputada estadual no Mato Grosso do Sul, duas vezes prefeita de Três Lagoas (MS) e vice-governadora do estado.
Na próxima terça (10), a nova líder do MDB deve fazer um discurso em plenário sobre o início do seu período à frente da bancada.
Boa relação com o Planalto
O nome de Simone Tebet para a liderança do MDB no Senado contou com o apoio da maior parte dos emedebistas.
Além do suporte dos correligionários, outros dois fatores pesaram a favor da senadora: o bom relacionamento com o presidente Michel Temer e o fato de que Simone não vai concorrer nas eleições deste ano, o que possibilita a ela maior dedicação às atividades parlamentares.
Crítica de Renan
Durante a sessão desta quarta no Senado, Simone foi alvo de críticas de Renan Calheiros (MDB-AL), ex-presidente e ex-líder da legenda na Casa.
Renan criticou senadores que subscreveram uma carta aberta, que foi entregue ao gabinete da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, em defesa da prisão após condenação em segunda instância.
“A senadora Simone Tebet foi escolhida para ser líder do MDB, fiz questão de assinar sua indicação. Confesso, e tenho esse triste defeito de dizer o que penso, eu confesso que se soubesse que a Simone teria assinado este documento, eu não votaria na Simone para ser minha líder”, disparou Renan. Para ele, a carta foi uma afronta à Constituição.