Hostilizado nas ruas e nas redes sociais desde que encerrou a sessão ordinária da Câmara durante manifestação da semana passada, o vereador Tonhão (PMDB) disse estar aborrecido com os rumos que o movimento “Vem pra Rua Três Lagoas” tomou, tendo ele como um dos focos de suas críticas. Uma das mágoas do vereador foi com o fato de ter de cancelar a festa de aniversário, que realiza desde os 13 anos, devido à ameaça de protesto por parte dos manifestantes. “Misturaram minha vida particular com a pública. Ofenderam-me e continuam me atacando. Acusaram-me de usar dinheiro público para fazer minha festa. Estou bem chateado, mas isso faz parte da vida”, desabafa o vereador, explicando que em sua festa, cada um paga a bebida e que a entrada é um quilo de alimento não perecível.
O vereador diz ser favorável a tais manifestações, “até mesmo porque é importante o censo crítico para saber a postura do vereador; mas fico triste com essas ofensas gratuitas”, diz, observando que entre os manifestantes existem vários oportunistas como, por exemplo, ex-candidatos a vereador e filhos de ex-candidatos a vereador frustrados. “O movimento é popular e apartidário, mas sempre tem os que surgem para tirarem proveito da situação”, completa.
Tonhão diz ainda que desde os 10 anos participa de movimentos estudantis, tendo sido, por cinco anos, presidente do Centro Acadêmico da UFMS, onde cursou Direito. “Eu lamento que isto seja esquecido; a Câmara conta com 17 vereadores e eles só falam de mim, mas não vou baixar a cabeça, porque não devo nada para ninguém e essas pessoas [seus críticos] não representam a população três-lagoense”, desabafa.
Ainda sem saber os motivos da “perseguição gratuita”, Tonhão avalia que, além do fato de ter encerrado a sessão, seja também pelo fato de ser líder da prefeita Márcia Moura (PMDB), por estar no terceiro mandato e por ser o presidente do PMDB. “Tem gente bem intencionada, mas existem também os vândalos e é preciso separar o joio do trigo”, finaliza.