O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne na próxima quarta-feira (29), para julgar Claudinei Ferro de Sousa, 36 anos, pelo assassinato do açougueiro Paulo Pereira Martins Júnior, 20.
O crime aconteceu na manhã de 24 de outubro de 2015, em um supermercado no Jardim do Universo.
Ao ser preso, em 13 de novembro, o réu confessou o assassinato, alegando ter agido por vingança, pois a vítima teria matado o irmão dele, Valdecir Ferro de Souza, 34, três dias antes.
Claudinei aguarda julgamento preso e deve ser apresentado no Fórum até as 9h, quando tem início a sessão.
Denúncia
Segundo a denúncia do Ministério Público, após Valdecir ser assassinado, houve comentários na cidade de que teria sido o açougueiro que teria comprado a arma que foi utilizada para matá-lo. Ao saber da notícia, o réu decidiu se vingar.
Armado com um revólver, ele foi até o supermercado, no início da manhã daquele sábado. Ao se deparar com a proprietária do estabelecimento, Claudinei mostrou a arma para ela e mandou que permanecesse calada.
Em seguida, foi até o açougue, viu a vítima cortando carnes, de costas, e tocou no ombro dela. Assim que Paulo virou-se, levou um tiro no rosto e em seguida, outro no peito. Após cair no chão, o açougueiro foi atingido por mais três disparos.
Após o crime, o réu deixou o mercado e, segundo a denúncia, jogou o revólver utilizado no homicídio no rio Tietê.
Prisão
Claudinei foi preso por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e do GOE (Grupo de Operações Especiais), na casa da mãe dele, no bairro Nossa Senhora Aparecida. A prisão temporária era por 30 dias, mas foi convertida em preventiva.
Na ocasião, o delegado Paulo Natal, responsável pela investigação, informou que o açougueiro vinha sendo ameaçado por Valdecir e por isso comprou o revólver e entregou a uma terceira pessoa que o matou.
Confessou
Quando deixava a Central de Flagrantes para ser levado ao IML (Instituto Médico Legal), Claudinei falou com a imprensa e confessou o crime. Ele disse que estava arrependido, mas confirmou ter atirado cinco vezes no açougueiro. O réu ainda falou que se tivesse mais munições, teria continuado atirando.
Ele foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, que foi a vingança, e por meio que dificultou a defesa da vítima, que foi pega desprevenida, enquanto trabalhava.
No site do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) consta que o réu tem a defesa feita pelo advogado José Roberto Sanches.