O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (18) para julgamento do empresário Antônio Berti Júnior, 43 anos, pelo assassinato de Alessandro Oliveira Aoki, 34. O crime ocorreu em 18 de abril de 2019, em um posto de combustíveis na rotatória da rua Baguaçu com a avenida Joaquim Pompeu de Toledo.
Ele foi preso em flagrante e denunciado por homicídio duplamente qualificado pelos motivos fútil e que dificultou a defesa da vítima, que foi baleada várias vezes. O julgamento está previsto para começar às 13h e será no sistema misto, com o réu participando por meio de videoconferência.
Denúncia
O Ministério Público será representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que é o autor da denúncia. Nela consta que a vítima estava com um grupo de amigos em uma mesa próximo à loja de conveniência do posto de combustíveis, onde conversavam e ingeriam bebidas.
O empresário teria chegado ao local e, apesar de não possuir vínculos de amizade com o grupo, cumprimentou os presentes e sentou-se à mesa, passando a conversar com e também consumir bebidas.
Segundo a denúncia, durante a conversa Berti Júnior teria passado a flertar com duas mulheres que estavam à mesa e a agir de forma inconveniente e grosseira com elas. Aoki sentiu-se desconfortável com tal atitude e teria pedido ao empresário para deixar o local, o que foi atendido após certa resistência.
Voltou
Entretanto, ainda de acordo com a denúncia, após ir embora o réu armou-se com uma pistola calibre 380 de propriedade dele, a escondeu na cintura e cerca de 20 minutos depois retornou ao posto. Ele teria se aproximado do local onde a vítima estava com os amigos e passado a encarar o grupo.
Consta na denúncia que de repente o Berti Júnior sacou a arma e passou a disparar na direção de Aoki, que ao ser baleado caiu da cadeira. Apesar de já tê-lo ferido, o empresário continuou atirando, vindo a descarregar o pente da pistola, causando a morte da vítima no local.
Após os disparos o réu tentou fugir com a caminhonete de propriedade dele, mas foi abordado por policiais militares, a poucas quadras do local, de posse da pistola, e foi preso em flagrante.
Para o Ministério Público o crime foi praticado por motivo fútil ou banal, pois o empresário não teria aceitado o pedido da vítima para deixar o local. Além disso, ele dificultou a defesa da vítima, ao surpreendê-la ainda sentada, desarmada e sem possibilidade de reação.
Defesa
A defesa de Berti Júnior será feita pelo advogado Ermenegildo Nava, que após a denúncia pediu o afastamento das qualificadoras do motivo fútil e do recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ele também requereu a revogação da prisão preventiva, mas não foi aceito pela Justiça, que mandou o réu para Júri Popular nos termos da denúncia.
