A Justiça de Araçatuba (SP) negou pedido da defesa e manteve para esta quarta-feira (21), o julgamento de Daniel Gaspar Barbosa, 36 anos, pelo assassinato da adolescente Júlia Maria de Lima Mendes, 14 anos.
O crime ocorreu em 19 de janeiro de 2019, no bairro Água Branca, e a defesa havia pedido o adiamento para que o réu fosse submetido a exame de insanidade mental, sob alegação de que ele sofre de desequilíbrio emocional. O Ministério Público, representado pelo promotor Adelmo Pinho, foi contra o pedido por entender que não há justificativa para tal pedido.
No despacho, o juiz argumentou que o pedido para a realização do exame não foi feito no período destinado à produção de provas, ou seja, anterior à pronúncia. “Além disso, não foram trazidos aos autos elementos concretos que demonstrem eventual debilidade cognitiva do réu, inexistindo, assim, indícios aptos a ensejarem dúvida acerca de sua higidez mental”.
O julgamento está previsto para começar às 13h, pelo Tribunal do Júri, no Fórum de Justiça de Araçatuba. O réu participará por meio de videoconferência.
Crime
Barbosa cumpria pena por ter matado a companheira dele em Ribeirão Preto, em 2006. Em maio de 2018 ele foi beneficiado pela saída temporária do Dia das Mães e não retornou ao presídio.
Foragido, ele estava usando documento falso e morando na frente da casa da vítima. Segundo a denúncia, na manhã do assassinato ele esperou a jovem ficar sozinha, invadiu o imóvel e passou a agredi-la enquanto ela dormia.
De acordo com o laudo do exame necroscópico, Júlia foi esfaqueada pelo menos quatro vezes. Um dos golpes atingiu o lado esquerdo do peito e a morte foi causada por anemia aguda por hemorragia interna.
Preso
O réu foi encontrado e preso pela Polícia Militar no dia seguinte ao crime, ao ser visto na rua Affonso de Paula Souza. Ele confessou ter matado a vítima, alegando que a família dela teria a fama no bairro de ser “cagueta” e temia ser denunciado por estar foragido.
Barbosa foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
