Justiça

Puma suspende contrato com o Grupo DOK, de Birigui, após suspeita de fraude

Contrato para a produção de calçados esportivos, esportivo-casuais, casuais e infantis da empresa de materiais esportivos alemã havia sido assinado no ano passado

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
18/01/23 às 17h42
Imagem: Reprodução

A Puma Sports Ltda. (“PUMA BR”) , divulgou um comunicado na terça-feira (17), informando do término da relação contratual com o Grupo DOK, que tem sede em Birigui (SP) e informou à Justiça que pretende apresentar pedido de recuperação judicial.

A DASA Advogados, consultoria contratada para diagnóstico da atual conjuntura empresária, informa que existe uma dívida de aproximadamente R$ 400 milhões e obteve uma liminar na Justiça de Birigui, para suspender quatro ações de execução ajuizadas, ultrapassando R$ 9 milhões.

Porém, essa liminar foi derrubada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), por meio de um agravo de instrumento apresentado pela Bristol Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Multissetorial, representada pelo escritório Balduino & Manikowski Advogados.

O argumento foi que o fundo firmou com o Grupo DOK um contrato de cessão de crédito de R$ 4,2 milhões, dos quais, R$ 3,7 milhões estariam com vícios e sem lastro. Para obter o crédito, o Grupo teria apresentado canhotos de notas das Lojas Riachuelo, que não tem contrato ativo com a empresa e informou tratar-se de duplicata simulada. O mesmo teria ocorrido com outras clientes, entre elas a Lojas Renner. 

Parceria

Apesar de a nota da Puma ter sido divulgada ontem, o contrato foi suspenso no final do ano passado. Nele, a empresa informa que seguindo os princípios que norteiam as estratégias de negócios do conglomerado Puma nos 120 diferentes países em que se faz presente, mantém intensa atividade no Brasil, impulsionando o esporte e aprimorando o estilo de vida de seus consumidores.

Ainda de acordo com o que foi informado, para seguir com as estratégias no segmento de calçados esportivos, esportivo-casuais, casuais e infantis, a empresa firmou em 2022, uma parceria com o Grupo DOK, que ficou responsável por fabricar produtos com a marca PUMA.

“Ao estabelecer suas parcerias locais, a PUMA BR não espera nada menos que: (i) o respeito à boa-fé; (ii) confiança mútua; (iii) o atingimento dos mais elevados padrões éticos, morais, de governança, de probidade e de integridade; e (iv) o cumprimento estrito dos deveres legais e das obrigações contratuais a que se sujeitam”, informa a nota.

Inconsistências

Entretanto, segundo a Puma, ao longo da parceria, lamentavelmente foi constatada a ocorrência de uma série de fatos que se distanciam dos compromissos e deveres legais aos quais do Grupo DOK deveria se submeter, sem informar detalhes.

“Em razão disso, em 29 de dezembro de 2022, a Puma BR promoveu o término da relação contratual com o Grupo DOK, interrompendo a parceria com efeitos imediatos e definitivos”, informa a nota.

Ainda de acordo com a empresa alemã, com o término da parceria, foram cancelados todos os pedidos de compra de produtos realizados pela PUMA BR ao Grupo DOK, cujos produtos não foram concluídos até 29 de dezembro de 2022.

“O Grupo DOK não está autorizado, em caráter definitivo, desde 29 de dezembro de 2022, a desenvolver, manusear ou fabricar, em quaisquer das etapas dos respectivos processos, quaisquer produtos com a marca PUMA”.

Providências

A Puma comunica que vem fazendo todos os esforços para mitigar os próprios prejuízos e normalizar, no menor prazo possível, os fluxos de fabricação de seus produtos no segmento de calçados, para manter íntegro o abastecimento dos mercados regionais.

“Com a maior brevidade possível, aos habituais parceiros, clientes e fornecedores, diretos e indiretos, conforme o caso e a necessidade, serão apresentados os novos parceiros homologados pela PUMA BR para a fabricação de calçados, trazendo à normalidade a produção de calçados com as suas marcas”, finaliza a nota.

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