Justiça

Réu é condenado a 14 anos de prisão por assassinar ‘Tio Chico’

Jurados acataram os pedidos do Ministério Público; juiz concedeu direito de responder em liberdade, mas está preso por outros crimes

Agência Trio Notícias
13/12/23 às 17h53
Julgamento aconteceu nesta quarta-feira no Fórum de Araçatuba (Foto: Lázaro Jr./Arquivo)

Affonso Portes de Souza, 32 anos, foi condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato de Alex Garcia da Silva, o "Tio Chico", crime ocorrido em 6 de fevereiro de 2016, no bairro Hilda Mandarino, em Araçatuba (SP).

O julgamento pelo Tribunal do Júri aconteceu nesta quarta-feira (13), no Fórum da cidade, e os jurados acataram integralmente a denúncia do Ministério Público, que foi representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho.

O réu foi condenado por homicídio qualificado pelo motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa, feita pelo advogado Wagner Clemente Cavazana, queria a absolvição por negativa de autoria ou o afastamento das qualificadoras em caso de condenação, mas não foi atendido.

Crime

Tio Chico, como era chamado, foi morto a tiros na casa dele, na rua Sargento PM Gilberto Ba. Segundo a denúncia, ele conhecia Affonso, que dias antes, teria “cantado” a namorada de um amigo dele. Na ocasião os dois teriam se desentendido, inclusive com trocas de ameaças.

Na noite do crime testemunhas teriam visto o réu chegar na garupa da moto dele, uma Yamaha XT 660 azul, na casa da vítima, e chamar por ela, dizendo que queria conversar. Ao sair para atendê-lo, Tio Chico passou a ser alvo de disparos de arma de fogo. Ele correu para dentro de casa, mas foi atingido por dois tiros nas costas e morreu.

Outro homicídio

Affonso já havia sido condenado em fevereiro de 2020 a 12 anos de prisão pelo assassinato de Matheus de Souza Estavare, crime ocorrido em maio de 2016.

Ele ainda responde a outra tentativa de homicídio ocorrida em dezembro do mesmo ano, tendo como vítima um jovem que foi ferido por disparos de arma de fogo no braço, coxa e pé direitos na ocasião.

A sentença desta quarta-feira foi preferida pelo juiz do Júri, Danilo Brait, que concedeu ao réu o direito de responder em liberdade com relação ao homicídio com as duas qualificadoras. Entretanto, Affonso está preso pelo outro crime. 

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