A comercialização da safra 2024/2025 de soja em Mato Grosso do Sul segue em ritmo lento, mesmo com o avanço do plantio nas principais regiões produtoras. O motivo é a queda nos preços da saca, que apresenta recuo médio de 10% em relação ao ano passado, somada aos altos custos de produção e às incertezas do mercado internacional.
Segundo dados da Famasul, até meados de abril de 2025, pouco mais de 52% da safra havia sido comercializada. Já a Aprosoja/MS apontou que, em outubro, o índice subiu para 94% da safra 2024/25 e 15% da safra 2025/26. Apesar do avanço, os produtores mantêm cautela nas novas negociações, à espera de um cenário mais favorável de preços.
Atualmente, o valor médio da saca no Estado está em torno de R$ 121,41, segundo a Aprosoja/MS. O custo médio da lavoura sul-mato-grossense supera R$ 7 mil por hectare, o que tem reduzido as margens de lucro dos agricultores.
Especialistas afirmam que a queda das cotações internacionais, aliada à valorização do dólar e à desaceleração da demanda chinesa, influencia diretamente na retração das vendas. Em regiões como Chapadão do Sul e Maracaju, o ritmo de plantio segue dentro do esperado, com atenção especial às condições climáticas.
A área plantada estimada para a safra 2025/26 é de 4,79 milhões de hectares, um aumento de 5,9% em relação ao ciclo anterior, o que reforça a importância da soja na economia estadual. A expectativa é de que o mercado volte a reagir a partir do início de 2025, conforme o câmbio e as exportações apresentem sinais de recuperação.
