O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) absolveu Wellington Martins, denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado pelo assassinato de Sílvio Francisco da Silva, crime ocorrido em julho de 2006, na região central da cidade.
O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (28), 13 anos depois, e foi o próprio promotor de Justiça, Adelmo Pinho, que pediu em plenário aos jurados que absolvessem o réu.
A vítima foi morta com três tiros no estacionamento de um hotel na rua Quinze de Novembro, no qual Martins estava hospedado.
Na mesma noite eles haviam se desentendido por três vezes, sendo que o réu havia sido agredido por Silva, que chegou a correr atrás dele com um pedaço de madeira.
Eles se encontraram no estacionamento após Martins brigar com a namorada, que estava com ele no hotel, por causa do réu. Os dois teriam voltado a discutir e houve os disparos fatais.
Legítima defesa
Durante o julgamento, o promotor pediu aos jurados que reconhecessem a autoria do crime, apesar de o réu ter negado em plenário. Entretanto, Pinho pediu que o réu fosse absolvido.
De acordo com ele, há indícios de que Martins agiu em legítima defesa, pois estaria sendo agredido quando ocorreram os disparos.
Foi apurado que Silva tinha porte físico muito maior do que o réu e uma testemunha disse durante o processo, ter ouvido o Martins pedindo para a vítima tirar as mãos dele antes de atirar.
O Júri foi presidido pelo juiz Danilo Brait e a defesa de Martins foi feita pelo advogado José Roberto Sanches.