O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (27) para julgamento de Lucinei Pereira da Rocha, pelo assassinato de Donizeti Aparecido de Oliveira, 64 anos.
O crime aconteceu na madrugada de 19 de julho de 2020, na praça da capela funerária municipal, entre a rua José Rico Belda e a avenida Prestes Maia. A vítima foi encontrada já sem vida, com ferimentos na cabeça e pedras ao lado do corpo.
Na ocasião, um pedreiro de 32 anos foi quem encontrou o cadáver. Ele tinha o hábito de passar pelo local para dar assistência às pessoas em situação de rua que frequentavam a praça.
Morto
Naquela madrugada, ao passar pelo local, ele viu Oliveira deitado no chão e ao se aproximar para cobri-lo, notou que havia muito sangue e pedras ao lado do corpo. A testemunha comunicou a Guarda Municipal, que tem uma base nas imediações, que acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que constatou o óbito.
Equipe da 3ª DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais) esteve no local e acompanhou a perícia. Segundo o que foi relatado, foram encontradas imagens de câmeras de monitoramento que mostravam o autor do crime carregando uma mochila nas costas. Rocha foi identificado durante as investigações confessou a autoria do homicídio.
Pinga
De acordo com a denúncia, apresentada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, foi apurado que o réu também estava em situação de rua e consumia bebida alcoólica na praça. Enquanto estavam no local, alguém derrubou o copo de pinga da vítima, que acusou o Rocha de ser o responsável.
Oliveira passou a ofendê-lo verbalmente e deu um tapa em seu rosto. O réu não se conformou com as agressões e passado algum tempo, pegou um bloco de concreto, foi até a vítima e passou a agredi-la com pedradas na cabeça.
Laudo do exame necroscópico apontou que Oliveira sofreu afundamento de crânio em várias regiões da cabeça e tinha ferimentos no couro cabeludo, na orelha esquerda e na região maxilar.
Para o MP, o homicídio foi cometido com emprego de meio cruel, causando intenso e desnecessário sofrimento à vítima. O julgamento será no Fórum de Araçatuba, a partir das 13h, com a presença do réu.
