Justiça

Pintor é condenado e preso por passar cheques sustados

Foi denunciado por ter passado dois cheques, totalizando R$ 715,00, que estavam sustados por terem sido perdidos

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba 
01/12/19 às 13h17

O pintor Anderson Cavalheiro Rocha, 42 anos, morador no residencial Águas Claras, em Araçatuba (SP), foi preso na noite de sábado (30). Ele foi condenado a 3 anos, 1 mês e 10 dias de prisão no regime inicial fechado, por estelionato.

O réu foi denunciado por ter passado dois cheques, totalizando R$ 715,00, os quais haviam sido sustados por terem sido perdidos.

De acordo com o inquérito policial, em 18 de janeiro de 2016, um funcionário da empresa proprietária dos cheques pegou quatro folhas já assinadas no banco par levá-las à empresa.

Porém, no caminho ele as perdeu, acreditando que elas tenham caído por o envelope estar rasgado.

Segundo a denúncia, Rocha teve acesso a esses cheques, preencheu dois deles e passou em supermercados da cidade.

Uma das vítimas confirmou que o réu adquiriu mercadorias no estabelecimento dela e pagou com um cheque que alegou ter recebido como pagamento por um serviço como pintor. O cheque foi depositado e voltou por falta de fundos.

Outro comerciante também declarou ter recebido um cheque preenchido de Rocha, após compras no mercado dele, o qual também alegou ter recebido como pagamento.

Após o cheque voltar por falta de fundos, a vítima entrou em contato com a empresa e foi informada que o cheque havia sido furtado e estava sustado. Os dois comerciantes ficaram no prejuízo.

Condenado

A sentença em primeira instância foi proferida em setembro de 2018, pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Emerson Sumariva Júnior.

Apesar de o réu ter negado o crime, exame grafotécnico, que compara a caligrafia, confirmou que as folhas de cheque foram preenchidas por ele, com exceção da assinatura.

Ao definir a sentença, o magistrado levou em consideração os péssimos antecedentes criminais do pintor, que é reincidente. Porém, concedeu a ele o direito de recorrer em liberdade.

Ele recorreu, mas o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) manteve a decisão, em julgamento realizado em agosto deste ano.

A decisão transitou em julgado em 7 de outubro e o mandado de prisão foi expedido no mesmo dia. Ele foi preso por policiais militares, ao ser encontrado em casa.

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