A Polícia Civil de Araçatuba (SP) realizou no início da tarde desta terça-feira (14), a reconstituição do assassinato de Alessandro de Oliveira Aoki, 34 anos.
O crime ocorreu na madrugada de 18 de abril, no posto de combustíveis na rotatória da avenida Joaquim Pompeu de Toledo com a rua Baguaçu.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana interditou o trânsito no local para realização dos trabalhos, que foram conduzidos pelo delegado Marcos Roberto Alves da Costa, que é titular do 2º Distrito Policial e responsável pela investigação.
De acordo com ele, o acusado do crime, o empresário Antônio Berti Júnior, 40, se utilizou do direito de não comparecer.
Entretanto, estiveram presentes os advogados da defesa e o promotor de Justiça Adelmo Pinho, responsável pela denúncia do réu por homicídio duplamente qualificado.
Ainda segundo o delegado, apesar de o inquérito já ter sido relatado, as diligências policiais tiveram sequência.
"A reconstituição é uma oportunidade para as testemunhas relatarem algo que por ventura tenham esquecido de falar em depoimento e que passou batido, mas que pode ser importante no processo", explicou.
De acordo com Costa, as versões apresentadas pelas testemunhas foram fieis aos relatos feitos em depoimento. Assim que o laudo da reconstituição for concluído pelo IC (Instituto de Criminalística), ele será encaminhado à Justiça para ser anexado ao processo.
O promotor de Justiça Adelmo Pinho explica que a reconstituição é importante para a defesa e para a acusação, mas também para alicerçar o esclarecimento dos fatos para os jurados.
Caso
Naquela madrugada, um grupo de cinco pessoas, três mulheres e dois homens, conversava e ingeria bebida alcoólica em uma das mesas no pátio do posto, quando o empresário chegou em uma caminhonete, estacionou e sentou-se com o grupo.
Segundo a denúncia, ele teria flertado com as garotas, mas passou a ser inconveniente e grosseiro com elas, por isso, Aoki pediu que fosse embora.
Ele deixou o local, mas retornou cerca de 20 minutos depois, sentou-se novamente e passou a encarar os integrantes do grupo, que permaneciam sentados.
De repente, Berti Júnior sacou uma pistola que trazia na cintura e passou a atirar na vítima, que permanecia sentada e caiu no chão ao ser atingida.
Preso
“É certo que o denunciado continuou a atirar na vítima, mesmo depois dela ter caído ao solo, após ter sido atingida pelos primeiros projéteis. Depois de descarregar o pente da pistola e matá-la, ele tentou fugir do local em sua caminhonete, porém, foi abordado a poucas quadras pela Polícia Militar e preso em flagrante delito na posse da arma de fogo utilizada no crime”, cita o promotor na denúncia.
O Ministério Público entende que o réu praticou o crime por motivo fútil ou banal e utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima.
À polícia, Berti Júnior não quis se pronunciar e informou que não tinha advogado constituído. No site do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) a defesa dele consta como Defensoria Pública do Estado de São Paulo.