O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (15) para julgar João Vitor de Souza Ribeiro, conhecido como Cirilo.
Ele foi denunciado por dupla tentativa de homicídio contra policiais militares que foram alvos de tiros após assalto a uma lanchonete na madrugada de 18 de novembro de 2016.
O réu está preso e o julgamento está marcado para começar às 9h, no Fórum de Araçatuba.
Segundo a denúncia, naquela madrugada, Ribeiro e dois adolescentes de 15 anos, foram até o estabelecimento comercial em um Fiat Uno.
O réu e um dos adolescentes, que estava armado com um revólver, entraram na lanchonete e renderam dois funcionários, que foram levados para o banheiro. Em seguida, eles renderam o casal de comerciantes responsável pela lanchonete.
As vítimas foram levadas para o lado de dentro do balcão, onde o adolescente passou a ameaçá-las. Ele arrancou uma corrente de ouro do pescoço do homem, roubou o celular dele e também pegou R$ 150,00 em dinheiro que estavam no caixa.
Ribeiro, por sua vez, ficou procurando outros objetos de valor para roubar e impediu funcionários de deixarem o prédio. Após roubar o comerciante, o adolescente apontou a arma para a cabeça da mulher e roubou a aliança que estava no dedo dela.
Em seguida, a dupla levou todos para os fundos do prédio e fugiu no Fiat Uno com o outro adolescente que os aguardava.
Tiros
Assim que os ladrões deixaram o prédio, as vítimas acionaram a polícia e teve início o patrulhamento para tentar localizar e prender os acusados.
O Fiat Uno foi visto em alta velocidade pela avenida José Ferreira Batista, sentido ao residencial Atlântico, e passou a ser acompanhado. Durante o trajeto, o adolescente jogou o carro várias vezes contra a viatura para impedir que fosse ultrapassado.
Na rua Vanda Azure, o condutor perdeu o controle, bateu com o Uno na guia de sarjeta e estourou dois pneus do lado esquerdo. Os três ocupantes desceram e o passageiro atirou quatro vezes em direção aos policiais antes de desaparecer em meio a um matagal.
Identificação
No local, a perícia apreendeu duas blusas, um boné e quatro cápsulas deflagradas. Como o assalto foi registrado pelas câmeras de monitoramento da lanchonete, as roupas apreendidas ajudaram a identificar os autores do crime.
O réu foi denunciado por roubo; duplo homicídio tentado qualificado, praticado contra policiais no exercício da função e para assegurar a impunidade pelo assalto; e também duas vezes por corrupção de menor.