Justiça

Réu é condenado a 16 anos de prisão por homicídio em área de lazer

Jurados acataram a denúncia do Ministério Público na íntegra e rejeitaram a tese da defesa, que alegou legítima defesa, inexigibilidade de conduta diversa e queria o afastamento das qualificadoras

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
25/08/21 às 18h06

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou Bruno Vinícius de Queiroz a 16 anos de prisão por participação no assassinato de Alef Marques de Oliveira, 18 anos. O crime aconteceu em 2012, durante uma festa em uma área de lazer no Jardim América e o julgamento aconteceu nesta quarta-feira (25), no Fórum de Araçatuba.

Os jurados acataram a denúncia do Ministério Público na íntegra e rejeitaram a tese da defesa, que alegou legítima defesa, inexigibilidade de conduta diversa e queria o afastamento das qualificadoras.

O promotor de Justiça Adelmo Pinho participou do julgamento e já adiantou que não recorrerá. Caso a defesa apresente recurso, o réu não poderá aguardar julgamento em liberdade.

O crime ocorreu na noite de 4 de fevereiro de 2012, na área de lazer denominada “Casa dos Sonhos" , na rua Almir Rodrigues Bento. Foram denunciados por participação Bruno e os primos Tony Marcel Kobayashi e Eloy Kobayashi. Esses dois serão julgados posteriormente.

Assassinato

Segundo a denúncia, Bruno seria o autor dos disparos que mataram a vítima. O assassinato aconteceu durante a comemoração de um aniversário, na qual havia cobrança de ingresso.

Tony estava com a namorada, que já havia mantido relacionamento amoroso com Alef. Segundo a denúncia, esse relacionamento anterior era motivo de ciúmes. Durante uma briga envolvendo outras pessoas na frente da área de lazer, Alef teria tentado ajudar um amigo dele que estava na confusão.

Se aproveitando da ocasião, Eloy teria tentado agredir Alef, mas foi contido. Tony e Bruno tomaram partido na briga e agrediram a vítima com socos e empurrões. Houve revide e Tony foi até o carro dele, que estava estacionado próximo ao local, onde pegou um revólver calibre 38.

Segundo a denúncia, ele entregou a arma a Eloy, que a repassou para Bruno. Ao ver que ele estava armado, a vítima correu para o interior da área de lazer, foi seguida e baleada. Mesmo ferido, Alef teria pedido para conversar, mas foi atingido por um segundo disparo. Quando ele estava caído no chão, o réu teria feito um terceiro disparo e fugido em seguida com os outros dois.

Ferimentos

Alef foi atingido na coxa direita, no peito e na cabeça, vindo a morrer no local, que foi preservado para perícia, que apreendeu um projétil e outro foi retirado do corpo durante exame necroscópico.

Os três foram denunciados por homicídio qualificado pelo motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Ainda segundo a denúncia, Bruno admitiu ter sido o autor dos disparos, mas alegou que após a briga entrou na área de lazer para buscar a carteira e se assustou quando a vítima veio na direção dele. Pensando que seria agredido, fez os disparos. Ele negou o envolvimento de Tony e Eloy no crime.

O julgamento foi presidido pelo juiz Henrique Castilho e o julgamente teve um assistente de acusação. Foi determinado o regime fechado para início do cumprimento da pena.

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