Justiça

Acusado de matar funileiro é preso quase 2 anos após crime

Olair de Souza Carvalho foi morto a tiros na frente da casa dele, na Vila Alba, noite de 9 de outubro de 2018

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
28/08/20 às 12h39
Carro que teria sido utilizado no crime foi apreendido e periciado (Foto: Reprodução)

O auxiliar de mecânico Cléber Anderson Machado, 39 anos, morador no bairro Amizade, em Araçatuba (SP), foi preso na manhã desta sexta-feira (28).

Ele é réu no processo que investiga a morte do funileiro Olair de Souza Carvalho, 56, crime ocorrido na noite de 9 de outubro de 2018, na frente da casa da vítima, na Vila Alba. Machado também é acusado de coação no curso do processo, por ameaçar uma testemunha.

O homicídio ocorreu na rua Antônio dos Santos Ribeiro. Na ocasião, uma filha da vítima disse à polícia que estava dentro da casa do pai dela quando ouviu disparos na frente do imóvel.

Ao sair, ela viu um veículo deixar o local em alta velocidade e encontrou o pai caído no meio da rua, ferido na cabeça e no peito. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Denúncia

Na denúncia feita pelo Ministério Público, o promotor de Justiça Adelmo Pinho cita que vítima e réu se conheciam, pois um filho do auxiliar de mecânico e a namorada dele seriam amigos da neta do funileiro.

Entretanto, dias antes do homicídio o casal teria se desentendido com a neta de Carvalho, que teria sido agredida pela dupla. Ao ser informado que a neta teria sido agredida, o funileiro teria revidado, agredindo o filho do auxiliar de mecânico e a namorada dele.

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Crime aconteceu na frente da casa da vítima, no bairro Vila Alba (Foto: Reprodução)

Vingança

Quando soube do caso, o réu teria decidido matar o funileiro. Para isso, segundo a denúncia, ele armou-se com um revólver calibre 32 e saiu conduzindo um veículo GM Astra, trazendo o filho como passageiro.

A vítima foi encontrada na frente da casa dela, chamada pelo réu e, ao se aproximar do veículo, foi baleada.

Um inquérito foi instaurado e, em janeiro de 2019, o denunciado teria mandado uma mensagem via WhatsApp para a filha do funileiro, que é testemunha no processo, ameaçando matá-la caso não alterasse o depoimento.

Prisão

Para o Ministério Público, o crime foi praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima, por isso, ele responde a processo por homicídio qualificado.

Ao apresentar a denúncia, Pinho representou pela prisão preventiva do réu, a qual foi concedida pelo juiz da 3.ª Vara Criminal, Emerson Sumariva Júnior.

Ele foi preso pouco antes das 7h de hoje, na casa dele, por investigadores da DH/Deic (Delegacia de Homicídios das Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Araçatuba.

Após o cumprimento do mandado, o réu foi apresentado no plantão policial e ficou à disposição Justiça.

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