Justiça

Cleudson e mais 35 viram réus e 17 investigados têm prisão preventiva decretada

Decisão é da Justiça de Penápolis, onde tramita processo contra organização criminosa acusada de desviar dinheiro público da Saúde por meio de contratos com OSSs

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
07/10/20 às 16h02
Imagem: Ilustração

A Justiça de Penápolis acatou a denúncia, mesmo que parcialmente, contra 36 investigados da Operação Raio X, acusados de integrar a suposta organização criminosa especializada em desvio de dinheiro da saúde por meio de OSSs (Organizações Sociais de Saúde).

Além de eles se tornarem réus, a Justiça também decretou a prisão preventiva de 17 denunciados, entre eles, o médico anestesista Cleudson Garcia Montali, apontado como chefe do suposto esquema criminoso, e o secretário municipal de Saúde de Penápolis, Wilson Carlos Braz.

Liberdade

A outros dez réus, a Justiça concedeu o direito à liberdade provisória, mas eles estão proibidos de manter contato com outros investigados no processo; de sair do domicílio por mais de sete dias sem prévia comunicação ao Judiciário; e de exercer função pública e fazer contrato com o poder público para evitar que continuem cometendo delitos.

Segundo o que foi apurado pela reportagem, a Justiça atendeu pedido do Ministério Público, em denúncia apresentada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e levantou o sigilo das decisões, porém, manteve o sigilo das provas.

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Preso

Na terça-feira (6), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Tófoli, concedeu liminar revogando a prisão temporária de cinco investigados pela Justiça do Pará, por supostamente integrar o mesmo grupo criminoso.

A decisão beneficia quatro integrantes do governo do Estado do Pará e Nicolas André Tsontakis Morais, que também usa o nome falso de Nicholas André Silva Freire, e que é apontado como operador do esquema naquele estado.

Porém, ele continuará preso por estar entre os réus que tiveram a prisão decretada pela Justiça de Penápolis.

Há ainda outro inquérito tramitando na Justiça de Birigui referente aos mesmos fatos, com denúncia já apresentada e pedidos de prisões preventivas. Entretanto, a reportagem apurou que até às 16h desta quarta-feira ainda não havia decisão com relação a essa denúncia.

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