O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou o forneiro Donavan Douglas dos Santos Oliveira, 27 anos, e o amigo dele, Felipe Lima de Sá, 24, pelo assassinado do mestre de capoeira Everaldo Aparecido Cardoso Martins, 45.
Para o primeiro a pena foi de 12 anos de prisão e para o segundo, de 16 anos e quatro meses. Ele já é reincidente e possui maus antecedentes, o que foi considerado pelo juiz Danilo Brait, que presidiu o julgamento realizado no Fórum de Araçatuba na quarta-feira (3).
Os jurados acataram na íntegra a denúncia apresentada pelo Ministério Público, que foi representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que pediu a condenação dos réus por homicídio duplamente qualificado. Para o MP, o crime foi cometido mediante dissimulação e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Crime
Everaldo foi morto a tiros na frente da casa dele, no bairro Lago Azul, em 13 de maio de 2019. Ele havia dado um VW Gol como parte do pagamento da casa onde morava, a qual havia negociado com Donavan.
Segundo a denúncia, o veículo estava registrado em nome de um terceiro e o réu teria tomado uma multa de trânsito. Ao ser cobrado pelo pagamento dessa multa, ele teria decidido matar a vítima.
Tiros
Para isso, ele foi até à casa do mestre de capoeira acompanhado do amigo, o qual estava armado com um revólver. Donavan teria chamado Everaldo pelo nome e ao sair para atendê-lo, ele teria sido atingido por dois tiros disparados por Felipe. Em seguida, Donavan teria pego a arma atirado outras duas vezes contra a vítima.
Na fase policial, Felipe confessou ter atirado no mestre de capoeira e disse que Donavan também atirou. Porém, em juízo, ele alegou que apenas ele atirou, por se sentir ameaçado. Ao ser presa, a dupla alegou que a arma foi jogada em um rio.
Os dois estão presos no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caiuá e participaram do julgamento por videoconferência. O juiz não concedeu a eles o direito de recorrer em liberdade.