Justiça

Idosa morta a marteladas pelo filho foi atacada pelas costas após dar lanche a ele

Foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado por matar a mãe com 25 marteladas

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
03/11/20 às 18h24

O Ministério Público em Araçatuba (SP) denunciou à Justiça, Aqueharu Yamaguchi Júnior, 35 anos, por homicídio, agravado por cinco qualificadores, o que pode elevar a pena.

A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que também representou pela conversão da prisão temporária em preventiva. Ele pede que o acusado seja julgado pelo Tribunal do Júri e condenado.

Yamaguchi Júnior é acusado de matar a própria mãe, Alzira Pinto da Silva, 74, com 25 marteladas. Ela era mãe do vereador Cláudio Henrique da Silva, o professor Cláudio. O crime aconteceu na noite de 8 de outubro, na casa da família.

Consta na denúncia que os primeiros golpes foram dados quando a vítima estava de costas. Ao cair, ela ainda teria pedido para o filho parar, mas ele continuou sendo agredida com a ferramenta, até a morte.

“O denunciado também demonstrou brutalidade e frieza fora do comum, seja em razão da quantidade de golpes desferidos contra a vítima, seja porque, após o crime, ainda tomou banho na residência e trocou de roupas porque estava sujo de sangue”, citou.

Vingança

Segundo o que foi apurado, Yamaguchi Júnior estava morando com a mãe desde maio, quando retornou do Japão. Por ser usuário de entorpecentes, ele constantemente se desentendia com a vítima.

Inclusive, a decisão de matar a própria mãe seria por vingança devido a um desses desentendimentos.

No domingo (4) anterior ao crime, Alzira agrediu o filho na frente de amigos e a ação foi filmada e postada nas redes sociais por terceiros, o que fez com que o denunciado se sentisse humilhado.

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Lanche

Na noite em que foi assassinada, Alzira havia acabado de chegar em casa, trazendo um lanche para o filho. Após entregá-lo a ele, a idosa foi para o quarto trocar de roupa. Aproveitando que a mãe estava de costas, ele aproximou-se e, armado com o martelo, a golpeou duas vezes na cabeça.

Ferida, Alzira caiu no chão e pediu para o filho dela parar as agressões, mas ele a segurou pelo pescoço e voltou a golpeá-la, desferindo entre 20 e 25 golpes com o martelo na cabeça dela.

Banho

Após matar a mãe, Yamaguchi Júnior tomou banho e trocou de roupa antes de fugir com o carro dela e levando também o dinheiro dela. Ele foi preso na tarde seguinte, em uma casa no residencial Atlântico.

Exame necroscópico apontou que a vítima morreu em função de traumatismo craniano, mas também teve lesões nos braços e nas mãos, indicativo de que tentou se defender das agressões.

Para o Ministério Público, o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, por razões da condição de sexo feminino, que é o chamado feminicídio. Outra agravante é o fato da vítima ser pessoa idosa, o que também é causa de aumento da pena.

Prisão

Ao pedir que seja decretada a prisão preventiva do denunciado, Pinho argumentou que ele demonstrou exacerbada periculosidade, deformada personalidade e índole perversa.

“Ademais, praticou gravíssimo crime, o qual atormenta constantemente a comunidade, deixando-a apavorada, insegura e temerosa. Nesse ponto, vale ressaltar que o crime foi cometido contra a própria mãe idosa, mediante golpes de martelo, isto é, de forma cruel e desumana, gerando grande comoção na população local”, argumenta.

O promotor aguarda o laudo da perícia feita no local. Ele requereu ainda que o martelo seja periciado no martelo apreendido e que o laudo necroscópico seja ampliado, contendo desenho do corpo humano com indicação das lesões sofridas pela vítima.

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