Lanche
Na noite em que foi assassinada, Alzira havia acabado de chegar em casa, trazendo um lanche para o filho. Após entregá-lo a ele, a idosa foi para o quarto trocar de roupa. Aproveitando que a mãe estava de costas, ele aproximou-se e, armado com o martelo, a golpeou duas vezes na cabeça.
Ferida, Alzira caiu no chão e pediu para o filho dela parar as agressões, mas ele a segurou pelo pescoço e voltou a golpeá-la, desferindo entre 20 e 25 golpes com o martelo na cabeça dela.
Banho
Após matar a mãe, Yamaguchi Júnior tomou banho e trocou de roupa antes de fugir com o carro dela e levando também o dinheiro dela. Ele foi preso na tarde seguinte, em uma casa no residencial Atlântico.
Exame necroscópico apontou que a vítima morreu em função de traumatismo craniano, mas também teve lesões nos braços e nas mãos, indicativo de que tentou se defender das agressões.
Para o Ministério Público, o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, por razões da condição de sexo feminino, que é o chamado feminicídio. Outra agravante é o fato da vítima ser pessoa idosa, o que também é causa de aumento da pena.
Prisão
Ao pedir que seja decretada a prisão preventiva do denunciado, Pinho argumentou que ele demonstrou exacerbada periculosidade, deformada personalidade e índole perversa.
“Ademais, praticou gravíssimo crime, o qual atormenta constantemente a comunidade, deixando-a apavorada, insegura e temerosa. Nesse ponto, vale ressaltar que o crime foi cometido contra a própria mãe idosa, mediante golpes de martelo, isto é, de forma cruel e desumana, gerando grande comoção na população local”, argumenta.
O promotor aguarda o laudo da perícia feita no local. Ele requereu ainda que o martelo seja periciado no martelo apreendido e que o laudo necroscópico seja ampliado, contendo desenho do corpo humano com indicação das lesões sofridas pela vítima.
