A Promotoria de Justiça de Araçatuba (SP) ofereceu denúncia contra o araçatubense Regis Fred Souza, 48 anos, por participação no mega-assalto à empresa de transporte de valores Protege, ocorrido em 16 de outubro de 2017.
Ele foi denunciado por latrocínio consumado, duas tentativas de latrocínio, incêndio agravado e de explosão agravado. Além de ter aceito a denúncia, a Justiça de Araçatuba decretou a prisão preventiva dele.
Em agosto de 2018 o Ministério Público denunciou 18 réus por participação no assalto e desses, três também foram denunciados por associação criminosa após ser preso posteriormente, acusados de participar de outro assalto do tipo em Uberaba (MG).
O processo foi desmembrado e estava suspenso com relação a Souza. Apesar de ter sido identificado, ele era considerado foragido e usava documento falso, por isso responderá também por esse crime. O processo foi retomado após a prisão dele, em 9 de março, pela Polícia Federal em São Carlos.
Segundo o que foi informado, o réu responde a processo criminal por envolvimento na prática de outro latrocínio, que é considerado o maior roubo da história do Paraguai, ocorrido em 24 de abril de 2017 na Prosegur, em Ciudad del Leste.
Há suspeita ainda de que ele tenha participado de outros crimes, como um assalto à Caixa Econômica Federal em Bauru, em 2018. No local foi encontrado material genético de Souza.
Histórico
O réu nasceu em Araçatuba e viveu na cidade até ser preso em 1996 por tráfico de drogas. Após cumprir pena, ele mudou-se para Campinas, onde foi condenado por roubo. Entretanto, ficou foragido por vários anos, período em que chegou a morar na Bolívia.
Segundo a Promotoria de Justiça, para não ser preso ele fazia uso de documentos falsos, com nomes de Reginaldo da Silva Souza, Assis Rocha Galvão e Reginaldo Herculano de Oliveira.
No dia anterior ao assalto em Araçatuba, a Polícia Militar abordou um GM Kadett no qual Souza estava como passageiro. O carro, que pertencia ao réu Sérgio Manoel Ramos, era conduzido por outro réu, Edson Vieira da Silva.
Ele seguia pela estrada do Condomínio Novo Paredão, no distrito de Juritis, em Glicério. Na ocasião, Souza se apresentou como Assis Rocha Galvão, inclusive entregou aos policiais uma carteira de identidade com a foto dele, expedida no Mato Grosso do Sul.
Investigação
Após o assalto, a polícia descobriu que parte do grupo criminoso ficou hospedada em um rancho desse condomínio, onde encontrou material genético de Souza, porém, ainda não se sabia a verdadeira identidade dele.
Quando a Polícia Civil deflagrou a operação “Homem de Ferro” , em 28 de junho de 2018, para cumprimento de mandados de busca domiciliar e de prisão temporária dos acusados de participação no crime, já se sabia que a identidade era falsa. Entretanto, o mandado contra Souza foi expedido em nome de Assis Rocha Galvão para auxiliar na prisão.
Falso
Os indícios de que o documento era falso foram confirmados quando a polícia descobriu que o verdadeiro Assis Rocha Galvão havia morrido em 15 de junho de 1969. A investigação apontou que o documento falso foi expedido em 27 de setembro de 2016, no posto de identificação civil do Município de Ponta Porã (MS).
Para requerer a segunda via da identidade, ele apresentou uma certidão de nascimento de Assis Rocha Galvão. Posteriormente ele requereu a carteira de habilitação no mesmo nome no Estado de São Paulo.
