Justiça

Mulher presa em condomínio fazia compras com cheques fraudados

Comprou uma mesa e várias vigotas em madeireira na avenida José Ferreira Batista; pagou com cheques que havia pego de amiga

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
09/12/20 às 19h04

A comerciante Simone Gabriela da Rocha, 44 anos, que foi presa na terça-feira (8) em um condomínio de apartamentos na rua Aviação, em Araçatuba (SP), foi condenada por usar cheques fraudados para aplicar golpes. Além do mandado de prisão que estava em aberto, ela possui condenações anteriores.

O processo que resultou na condenação dela a 1 ano, 7 meses e 1 dia de prisão no regime inicial fechado é de 2014, mas o crime ocorreu em 2013.

Em junho daquele ano ela comprou uma mesa e várias vigotas em uma madeireira na avenida José Ferreira Batista, pagando a mercadoria com cheques que havia pego de uma amiga.

Assinatura fraudada

Na época, a mesa foi vendida por R$ 1.140,00 e comprada uma semana antes das vigotas, que custaram R$ 3.249,00. Quando o dono do estabelecimento depositou os cheques, eles foram devolvidos por divergência de assinatura.

A mesa foi devolvida e a madeira, que foi entregue em uma casa no bairro Água Branca, não foi encontrada pelo proprietário da marcenaria, que denunciou o caso à polícia.

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Amiga

Durante a investigação a polícia encontrou a dona dos cheques, que disse tê-los emprestado a Simone em branco, com a promessa de que receberia um sofá em troca.

A Justiça de Araçatuba condenou tanto a comerciante como a dona dos cheques, mas houve recurso e o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) absolveu a dona dos cheques.

Outro caso

Simone havia sido condenada em outro processo pela Justiça de Araçatuba, acusada de comprar uma mesa de madeira e 12 cadeiras em outro estabelecimento comercial. A compra foi feita em fevereiro de 2014 e a mercadoria, avaliada em R$ 3,2 mil, também foi paga com cheques pré-datados que não foram aceitos pelo banco. 

Na ocasião, a dona dos cheques, que também havia emprestado à comerciante, alegou ter sustado todo o talão após o marido dela furtar duas folhas para comprar drogas.

O recurso nesse processo foi julgado em junho do ano passado e o tribunal absolveu as duas rés.

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