Justiça

TJ-SP usa jogo virtual para combater violência de gênero

Game ensina as pessoas a ouvir e amparar as vítimas e lança desafios com perguntas diretas para o jogador

Da Redação* - Hojemais Araçatuba
19/11/20 às 08h28

Para combater a violência de gênero, a rede de enfrentamento constantemente cria ações diferenciadas e inovadoras. A mais recente é o Mobi Game, jogo que narra a história de duas personagens para abordar os tipos de violência sofridas pela vítima.

Nele, Penha está em uma relação violenta com o namorado, Zé, e a amiga, Luana, quer ajudá-la. Então, o jogador decide o que Luana vai fazer. O game ensina as pessoas, de uma forma didática, a ouvir e amparar as vítimas. Lança desafios com perguntas diretas para o jogador, que escolhe como cada uma deve agir diante das situações apresentadas.

A iniciativa é fruto da parceria entre a startup Arbache Innovations, signatária do Programa Ganha-Ganha da ONU Mulheres, e o Coletivo HubMulher. O projeto contou com o apoio da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e de outras instituições. Para jogar gratuitamente do celular ou do computador, basta acessar este  link  e preencher o cadastro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conversa

Na última terça-feira (10), a juíza da 3ª Vara de Adamantina, Ruth Duarte Menegatti, que ajudou na elaboração do jogo, conversou com professores da rede de ensino da região sobre violência doméstica a presentou o Mobi Game.

A live, que contou com a participação da psicoeducadora Denise Alves Freire e da dirigente regional de Ensino de Adamantina, professora Irmes Mattara, pode ser acessada aqui https://www.youtube.com/watch?v=QZmCaUYW6G0&feature=youtu.be .

Mudança cultural

Ruth Menegatti afirmou que somente a punição não é suficiente para uma mudança cultural na nossa sociedade.

"O Brasil é o 5º país em mortes violentas de mulheres em todo o mundo. Nós estamos entre as três melhores legislações no que diz respeito à violência doméstica. A Lei Maria da Penha é extremamente avançada, e mesmo assim ostentamos esse ranking. Ou seja, somente a lei não está sendo suficiente para mudar o cenário", enfatizou.

Em seguida, a juíza contou que, após analisar esses dados, percebeu a necessidade de se construir um movimento que levasse para as crianças, jovens e adultos uma educação que aponte a igualdade entre o homem e a mulher. *As informações são da assessoria de imprensa

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM JUSTIÇA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.