Justiça

"Chefes do tráfico' na zona sul de Araçatuba são condenados

Foram presos com mais de 7 quilos de maconha; estavam foragidos acusados de tentativa de homicídio

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
09/10/20 às 10h17
Condenados foram presos pela Polícia Militar em setembro do ano passado (Foto: Divulgação/Arquivo)

A Justiça de Araçatuba (SP) condenou Alan Patrick da Silva, 37 anos, a 13 anos e 6 meses de prisão, e Gerson Garcia Neto, 23, a 7 anos de prisão por tráfico de drogas.

Os dois foram presos em setembro do ano passado no bairro Morada dos Nobres e eram considerados os chefes do tráfico de drogas na zona sul da cidade. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (9) pelo juiz da 3.ª Vara Criminal de Araçatuba, Emerson Sumariva Júnior, que não concedeu aos réus o direito de recorrer em liberdade.

Conforme publicado pelo Hojemais Araçatuba na época, as prisões foram feitas por policiais militares que tinham conhecimento sobre mandado de prisão em aberto contra ambos por tentativa de homicídio e souberam que eles estariam morando em uma casa na rua Lions Clube, a qual seria utilizada para o tráfico de drogas.

O imóvel estava com o portão fechado, por isso os policiais pularam o muro e surpreenderam os acusados dormindo, deitados em colchões no chão de um dos quartos.

Em outro quarto havia uma bolsa com 18 pedaços de maconha, um saco plástico com cocaína em pó, 12 pinos com a droga, uma balança de precisão, uma faca com resto de maconha e plástico filme para fracionar entorpecente. A dupla negou a propriedade da droga, mas foi presa em flagrante.

Tiros

Os réus já eram investigados por terem atirado em um jovem que estava na frente do restaurante da família dele, no Jardim Presidente, em julho do mesmo ano.

Alan Patrick já havia sido condenado a 14 anos de prisão por um homicídio cometido em 2006 e em setembro de 2017, foi condenado a 6 meses e 20 dias de detenção por ter sido flagrado dirigindo um veículo após fumar maconha.

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Sentença

Ao proferir a sentença com relação ao tráfico de drogas, Sumariva Júnior citou que os réus negaram a propriedade do entorpecente, sob argumento de que apenas se escondiam no imóvel por serem foragidos da Justiça.

Entretanto, havia várias denúncias de que os dois comandavam o tráfico no Claudionor Cinti e em toda aquela região da cidade.

“Fácil ver que a ligação dos réus com o meio criminoso não é de hoje, sendo que há tempos a polícia estava tentando prendê-los por envolvimento com o tráfico de drogas e também pela tentativa de homicídio, decorrente certamente da disputa pelo comando da mercancia ilícita” , consta na decisão.

Ao calcular a pena de Alan Patrick, o magistrado levou em consideração os maus antecedentes dele, enquanto Gerson era considerado primário. Também foi considerada a quantidade de droga apreendida.

O regime inicial para o cumprimento da pena é o fechado e eles podem recorrer.

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