Justiça

Jovem de 18 anos é preso no Hilda Mandarino acusado de tentativa de latrocínio

Crime ocorreu em Penápolis e a vítima é um vigilante que foi ferido com 25 facadas e teve a moto roubada

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
06/11/20 às 10h09

O estudante Pedro Henrique da Silva, 18 anos, morador no bairro Hilda Mandarino, em Araçatuba (SP), foi preso na quinta-feira (5) pela Polícia Militar. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Penápolis, que acatou denúncia do Ministério Público, tornando-o réu em processo por tentativa de latrocínio.

O jovem é acusado de ter roubado e esfaqueado um vigilante, na noite de 25 de agosto, em Penápolis. A vítima levou mais de 25 facadas e teve a moto, a carteira e o celular roubados.

Segundo a denúncia, o crime foi cometido pelo estudante, acompanhado de um comparsa. A vítima trabalhava como vigia noturno no bairro e foi abordada pelos acusados, que alegaram que havia uma mulher precisando de ajuda nas proximidades de uma igreja.

O vigia acompanhou a dupla até o local onde estaria a suposta mulher, mas ao chegarem atrás da igreja, os autores anunciaram o assalto, exigindo a carteira, o rádio e a arma do vigia, que estava com duas facas.

Facadas

Ainda de acordo com a denúncia, o comparsa de Silva segurou o vigia, enquanto ele pegou uma das facas e passou a golpeá-lo. A dupla fugiu com a moto da vítima, que também teve roubada a carteira com R$ 1.500,00 em dinheiro e o celular.

Apesar dos ferimentos, o vigia conseguiu caminhar até um bar, onde perdeu os sentidos e foi encontrado caído na calçada. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, recebeu atendimento médico e sobreviveu.

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Investigação

A perícia encontrou vestígios de sangue do bar até o local onde ocorreram as facas e apreendeu a faca usada, que foi encontrada.

A moto e o capacete roubados do vigia foram encontrados abandonados, na manhã seguinte, e durante a investigação, a polícia identificou o estudante como sendo um dos autores do crime.

Ele foi reconhecido pela vítima por meio de foto, teve a prisão temporária decretada e foi preso. Consta na denúncia que em depoimento, o jovem confessou ter esfaqueado e roubado o vigia, alegando que agiu sozinho e apenas se defendeu, versão contestada pela polícia.

Prisão

Ao pedir a decretação da prisão preventiva do estudante, o Ministério Público argumentou que o crime praticado é hediondo, com pena de até 30 anos de prisão, e foi cometido em circunstâncias graves, violentas e cruéis.

“Tal modus operandi indica se tratar de pessoa violenta e perigosa, sendo recomendável a sua custódia, tanto para assegurar a instrução criminal, evitando que as testemunhas sejam constrangidas, quanto para se resguardar a ordem pública, prevenindo uma reiteração criminosa por parte do denunciado e eventual fuga”, cita no pedido de prisão.

Mãe

Consta ainda que, em depoimento, a própria mãe do agora réu disse que o filho dela estava envolvido com tráfico de drogas, havia praticado um furto e recentemente havia fugido de uma instituição para tratamento de dependentes químicos.

Segundo o boletim de ocorrência comunicando a prisão, ela ocorreu por volta das 16h30 e foi a mãe dele que autorizou a entrada dos policiais para efetuar a prisão.

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