O ajudante geral Júlio César da Silva Andrade, 25 anos, morador no bairro Água Branca 3, em Araçatuba (SP), também conhecido como 'Dimenor', foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão pelo Tribunal do Júri nesta sexta-feira (11).
Ele foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil, pelo assassinato de Edivaldo Rodrigues, 51, que foi baleado em 2 de outubro de 2015, no bairro Lago Azul. Os jurados acataram a denúncia na íntegra.
Ao decretar a sentença, o juiz que presidiu o julgamento levou em consideração os antecedentes do réu e não concedeu a ele o direito de recorrer em liberdade.
Briga
Segundo a denúncia, naquela noite vítima e réu se envolveram em um acidente de trânsito, se desentenderam e Edvaldo teria feito ameaças a Júlio César. Eles teriam deixado o local após a discussão, mas posteriormente o réu teria passado a procurar pela vítima, armado com um revólver.
Na garupa de uma moto, ele teria ido à casa de Edvaldo, onde foi atendido pela filha dele. Ao ser informado do possível local onde estaria, ele saiu com o condutor da moto.
Júlio César encontrou a vítima na rua na rua Alceu Amoroso Lima, desceu da moto e falou: “você não disse que ia me matar?”. Edvaldo correu, mas foi perseguido e baleado quatro vezes. O autor fugiu, a vítima foi socorrida, ficou hospitalizada, mas teve a morte constatada quatro dias depois.
Reconhecido
Durante a fase policial, o réu foi reconhecido pela filha da vítima, que relatou ter percebido que ele estava com um revólver na cintura quando esteve na casa dela.
Imaginando que ele pretendia matá-lo, a jovem correu atrás de Júlio César, não os alcançou, mas ouviu cinco disparos de arma de fogo. Em seguida, ela encontrou o pai dela baleado na rua.
Ainda segundo a jovem, o réu a teria procurado posteriormente para pedir desculpas, esclarecendo que havia se desentendido com o pai dela após um acidente de trânsito.
Mudou
Em juízo, a testemunha mudou a versão, o que foi usado pela defesa do réu para pedir a absolvição, alegando que as provas constantes nos autos seriam insuficientes para a condenação.
Apesar de a testemunha ter voltado atrás, a Justiça entedeu que ela não justificou essa mudança de versão e aceitou o argumento da Procuradoria Geral de Justiça que a jovem se sentiu amedrontada devido ao réu pessoa violenta e perigosa.
Passagens
O
Hojemais Araçatuba
apurou que quando adolescente, Júlio César teve passagens pelos atos infracionais de tráfico de drogas, receptação, roubo e homicídio. Após completar 18 anos ele acumulou passagens por porte ilegal de arma de fogo, adulteração de chassi e roubo.
Além disso, em dezembro do ano passado ele foi
condenado
a 18 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato do contador Carlos Henrique Gonçalves, 34, crime ocorrido em agosto de 2016, na Vila Mendonça.
Nesse caso, a motivação teria sido passional, pois a vítima manteve relacionamento com a ex-namorada do réu.
Julgamento
O julgamento desta sexta-feira terminou pouco antes das 18h e os jurados acataram a íntegra da denúncia, que foi defendida presencialmente pelo promotor Adelmo Pinho. Ele já adiantou que não pretende recorrer da sentença.
Por estar preso, o réu participou por videoconferência e o julgamento não foi aberto ao público.